Sonhos vindos de pessoas

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Renato Russo, Ivete Sangalo e Roberto Carlos

Renato Russo, Ivete Sangalo e Roberto Carlos

As músicas “Índios”, da Legião Urbana (Renato Russo), e “Se eu não te amasse tanto assim”, da Ivete Sangalo, nos lembram algo muito interessante, de acordo com certa forma de interpretação. Elas nos demonstram que sentir amor por alguém pode estar também relacionado à nossa capacidade de construir sonhos. O amor nos faz querer ter ou construir determinadas metas na vida. Nos incentiva a querer coisas, construir uma história, planejar alvos futuros.

A música “Índios”, a meu ver, transmite esta ideia de um modo um tanto obscuro, como era demasiadamente peculiar ao Renato Russo. Há um trecho que diz:

“[…] E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi. […]”

“Tudo o que eu ainda não vi” parece significar coisas a serem construídas, são os sonhos, as metas. Logo ‘insistir nessa saudade de tudo o que ainda não se viu’ poderia ser interpretada como uma alusão à saudade de se possuir sonhos. Sendo que ela, a pessoa amada, tem a cura pra esse vício: ela supre a necessidade dos sonhos. Sim, amando alguém de verdade, o vício de possuir sonhos é até certo ponto suprido ou alimentado, curado…

Já a música interpretada pela Ivete Sangalo (junto com Roberto Carlos fica ainda mais linda), nos mostra isto da outra forma:

“[…] Se eu não te amasse tanto assim
talvez perdesse os sonhos dentro de mim
e vivesse na escuridão…
Se eu não te amasse tanto assim
talvez não visse flores por onde eu vim
dentro do meu coração. […]”

Note que, não amar, de acordo com a letra, faria a pessoa perder os sonhos (a capacidade de sonhar) e viveria na escuridão (vida vazia, sem cores). Além disso, a pessoa também não conseguiria observar as flores pelo caminho, isto é, a capacidade de poder notar as belezas da vida, as coisas lindas do mundo, as coisas mais simples, também seria afetada…

Portanto, a conclusão, a meu ver, é esta: o amor satisfaz algo intrínseco e inerente ao ser humano… Nós viemos com uma função chamada “amar” direto da “fábrica”. Não podemos fugir deste fato, isto faz parte de nossa raça… O ser humano, ao ser criado ou evoluir (dependendo de sua crença pessoal), o fez em sociedade, e com isto desenvolveu uma necessidade particularmente nossa: nós somos carentes de sentimentos e de apego.

Não procure fugir desta realidade: todas as espécies de seres vivos são “felizes” por seguirem o que é peculiar aos seus instintos, já programados pela própria natureza. As formigas constroem formigueiros e são felizes; as abelhas constroem colmeias e são felizes; os pássaros constroem ninhos e são felizes… E nós? Nós só poderemos ser felizes agindo da forma que realmente funciona a nossa espécie… Se a natureza nos dita e nos obriga a ter a necessidade de racionalidade e sentimentos: ame e seja feliz assim…

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