Expressões Populares na Linguagem Jurídica

Algumas expressões comumente usadas no dia-a-dia devem ser ligeiramente modificadas ao serem pronunciadas em determinados momentos ou situações, como, por exemplo, perante um  tribunal ou uma autoridade. A par deste fato, convertemos para a linguagem jurídica algumas expressões populares, conforme aparecem abaixo, e esperamos que sirvam para alguma utilidade pessoal:

 
– A fêmea ruminante deslocou-se para terreno sáfaro e alagadiço.
(A vaca foi para o brejo)

– Desejo veementemente que V.Sa. receba contribuições inusitadas em vossa cavidade retal.
(Vá tomar no c.)

– Desejo veementemente que V.Sa. performe fornicação na imagem de sua própria pessoa.
(Vá se f.)

– Creio que V.S. apresenta comportamento galhofeiro perante a situação aqui exposta.
(Você está de sacanagem)

– Prosopopéia flácida para acalentar bovinos.
(Conversa mole pra boi dormir )

– Romper a face.
(Quebrar a cara )

– Creditar um primata.
(Pagar um mico )

– Inflar o volume da bolsa escrotal.
(Encher o saco )

– Impulsionar a extremidade do membro inferior contra a região glútea de outrem.
(Dar um pé na bunda)

– Derrubar, com a extremidade do membro inferior, o suporte sustentáculo de uma unidade de acampamento.
(Chutar o pau da barraca )

– Deglutir um batráquio.
(Engolir um sapo )

– Colocar o prolongamento caudal em meio aos membros inferiores.
(Meter o rabo entre as pernas)

– Derrubar com intenções mortais.
(Cair matando )

– Eximir de qualquer tipo de sorte.
(Azarar)

– Aplicar a contravenção do Senhor João, este deficiente físico desprovido de um dos membros superiores.
(Dar uma de João sem braço)

– Sequer considerar a utilização de um longo pedaço de madeira.
(Nem a pau )

– Sequer considerando a possibilidade da fêmea bovina expirar fortes contrações larin-go-bucais .
(Nem que a vaca tussa)

– Sequer considerando a utilização de instrumentos metálicos.
(Nem ferrando)

– Derramar água pelo chão por meio de tombamento violento e premeditado do seu recipiente.
(Chutar o balde )

– Retirar o filhote de eqüino da precipitação pluvial.
(Tirar o cavalinho da chuva)

– Quando um quadrúpede da família dos equídeos parlamenta, seu subalterno baixa as abas auditivas e posta-se em submissa posição para ouví-lo.
(Quando um burro fala, o outro baixa a orelha)

 

Fonte: http://www.fernandodannemann.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=384260

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