“Cabeça chata” do Nordestino

A Equipe de Arqueologia da Universidade Católica de Pernambuco realizou estudos com 83 esqueletos humanos que vem contribuindo para o conhecimento do biótipo, das patologias e do modo de vida do homem pré-histórico de Pernambuco.

 

 

Como é sabido, existe um conhecimento popular de que as pessoas do Nordeste do Brasil possuem “cabeças chatas”. Este conhecimento precisa ser agora embasado pela comprovação científica, a saber, que os indivíduos de algumas partes do Nordeste compartilham dessa característica física por descenderem dos índios cariris. A Equipe mencionada no início verificou que “a braquicefalia do homem da Furna do Estrago é um procedente pré-histórico para explicar a origem da cabeça-chata do nordestino atual, característica possivelmente herdada dos antepassados indígenas.”

 

 

No entanto, deve-se diminuir, por meio do conhecimento, o mito da homogeneidade. A diversidade (heterogeneidade) é comprovadamente verificada em menor quantidade entre todas as regiões do País do que nas próprias regiões. Ou seja, existem mais diferenças entre os indivíduos nas próprias regiões do que entre as várias regiões. O Nordeste ocupa a segunda posição como região de maior população com influência genética de europeus não latinos (sobretudo saxões) do Brasil (após a Região Sul, com 28% de descendentes de europeus saxões e eslavos) e é formado por uma vasta extensão territorial, distribuída por 9 Estados.

 

 

Veja: http://www.unicap.br/arqueologia/pages/?page_id=205

 

 

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4 respostas para “Cabeça chata” do Nordestino

  1. margarida santi disse:

    parabéns! a sua resposta foi a melhor que encontrei, e das poucas que traz explicações concretas. Obrigada.

  2. Rodrigo Neiva disse:

    Perdão mas estão procurando explicação para um termo que não tem relação com formato craniano.

    O termo “cabeça chata” foi simplesmente adquirido durante a independência do Brasil. Quando D. Pedro I declarou a independência havia muitos opositores inclusive para o combate armado, ele então convocou uma força de resistência e na maioria absoluta formada por nordestinos e devido o formato do chapéu de abas largas dava a impressão que a cabeça das pessoas era achatada, então os opositores para tentar de alguma forma humilhar ou desqualificar os seus adversários falavam: “Lá vem o exercito de cabeças chatas”. E ai ficou! Só isso! Se não acreditam leiam o livro do autor: Luiz Costa Pereira Jr. intitulado: “com a língua de fora”

    Já o formato arredondado do crânio de alguns povos do nordeste é herança deixada pelos holandeses no período de invasões durante o século XVII.
    Nota-se as diferenças de características físicas entre os povos que sofreram influência holandesa (litoral do norte nordestino) e os povos que vivem no interior e sul do nordeste (que não tiveram contato com os invasores).
    O nordeste é magnífico por ter uma grande gama de culturas, povos, paisagens, climas e vegetações. Por isso, seria difícil adquirir um modelo de imagem que pudesse representar todo o nordeste e todas as suas diferenças.

    • Obrigado por seu comentário. Realmente, o termo “cabeça chata” é equivocado, por isso o colocamos entre aspas (“”). Interessante esta sua informação histórica sobre a origem do termo.

      O formato do crânio de uma parte do povo nordestino provavelmente possui múltiplas origens… Os indígenas e os invasores holandeses representam apenas algumas delas…

  3. Anat Nascimento disse:

    Estudos com craniometria vem comprovando a braquicefalia nordestina, e o termo “cabeça-chata” refere-se, mesmo que de forma não científica, ao que de fato tem-se observado no padrão de crescimento craniano, independente de sua origem. Acerca da influência holandesa, diversos estudos já comprovaram que historicamente essa teoria não se mostra relevante, uma vez que o período que os holandeses permaneceram aqui não foi o suficiente para causar tanto impacto no fenótipo genético desta região, que vem, diferentemente do que foi apontado, sendo observado também nos interiores.

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