O Poder do Sensacionalismo

O crime que ficou conhecido como o Massacre de Realengo, cometido por um jovem de 24 anos, Welligton de Menezes, no Rio de Janeiro, sem dúvida foi inédito no Brasil. Os brasileiros só costumam ouvir esse tipo de notícia na parte “internacional”, dos programas jornalísticos.

Embora seja verdade que a população brasileira ficou chocada com esse crime bárbaro, o que devemos destacar, a partir de agora, não são as afirmações sensacionalistas, como é costume na mídia corporativista. Este crime deve servir de incentivo para discussões sérias sobre várias questões sociais, entre elas: o estigma pelas doenças e tratamentos mentais, o bullying, segurança nas escolas, valores sociais humanísticos, etc.

Para se ter uma ideia do poder impressionante do sensacionalismo midiático, oberve o gráfico abaixo, mostrando as estatísticas de visitas a este web site:

Estatísticas do Site Pessoal de Marcondes Lucena (mês de abril de 2011)

Conforme notamos no gráfico fornecido pelo site WordPress, este blog possui uma taxa de visitas diárias estável, com pequenas variações. No entanto, com a publicação do artigo “O massacre de Realengo e as Testemunhas de Jeová”, um dia após a tragédia, tentando explicar as incompatibilidades entre as informações deixadas na carta de despedida de Wellington e a doutrina das Testemunhas de Jeová, o site sofreu uma mudança na quantidade de acessos tal como nunca ocorrera, chegando a um auge sem precedentes de visitas  por dia. Concomitante a isto, dada a exaustão do tema pelos meios midiáticos, notamos que as estatísticas tendem a regredir aos níveis normais uns três ou quatro dias após o pico de acessos.

O artigo também recebeu muitos comentários até o momento, inclusive de algumas pessoas pertencentes ao grupo religioso das Testemunhas de Jeová, agradecendo pela imparcialidade no artigo, visto que não fizemos nenhuma associação entre o Massacre de Realengo e a cultura das Testemunhas em si. Na verdade, no artigo nós defendemos o ponto de vista de que pessoas com anormalidades mentais podem desenvolver pensamentos como os de Wellington independente do meio em que vivem. Rechaçamos a ideia de perseguição a ambientes coletivos inspirada na conduta de indivíduos específicos, usando como base a ligação de tais indivíduos a tais ambientes, exceto nos casos em que se verifica uma ligação direta e indubitável entre a conduta dos indivíduos e os ambientes por eles frequentados. Este não parece ser o caso.

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