O Massacre de Realengo e as Testemunhas de Jeová

Conheça a empresa Gesso Lucena, MEI.

gesso-lucena-logotipo

Wellington Menezes

Wellington Menezes

O caso do massacre na escola de Realengo, no Rio de Janeiro, despertou a atenção de todo o mundo recentemente. Muitos se perguntam, naturalmente, o que motivaria uma pessoa a cometer crimes como esses e depois tirar a sua própria vida. No entanto, este pequeno artigo foi preparado simplesmente para esclarecer a algumas pessoas sobre a possibilidade da ligação deste caso com a religião das Testemunhas de Jeová.   De acordo com algumas fontes de notícia disponíveis, o jovem Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, possuía ligações com as Testemunhas de Jeová por meio de sua família adotiva, e que havia frequentado a religião durante a adolescência. Esta informação parece ser verdadeira, embora não sirva, de fato, como base para a afirmação de que esta religião, em si, possua qualquer ligação com ataques como esses. Ao analisarmos a carta de Wellington (veja aqui), verificamos a ausência de qualquer menção às crenças das Testemunhas de Jeová. Além disso, o jovem não utiliza a terminologia adotada pelas Testemunhas, exceto as palavras “fornicador” e  “adúltero”, comuns à Organização. Este ponto é de interesse, pois a terminologia organizacional é um aspecto bem peculiar nas Testemunhas de Jeová. Por exemplo, em um manuscrito do assassino noticiado dias após a tragédia, ele afirma que precisava arrumar tempo para a escola, as tarefas de casa e para ir à “igreja das Testemunhas de Jeová”. O termo igreja não é utilizado pelas Testemunhas de Jeová atualmente.

Devemos considerar, além do mais, que as crenças religiosas de Wellington destacadas na carta possuem incompatibilidades com as doutrinas atuais das Testemunhas. Veja alguns exemplos:

“Os impuros não poderão me tocar sem usar luvas” — Este regulamento não existe entre as Testemunhas de Jeová. Elas costumam manter contato normal com as pessoas do meio em que vivem, tanto fisicamente como em palavras e gestos. Exceções a isto encontramos apenas nos casos de excomunhão de membros (elas chamam de “desassociação”), onde são cortados os vínculos sociais dos fiéis com os expulsos (a condenação ao ostracismo é a pena máxima entre as Testemunhas de Jeová).

“Sepultado onde minha mãe dorme” — é somente neste ponto doutrinário que Wellington se aproxima das Testemunhas. Elas crêem que a morte é uma inexistência inconsciente semelhante a um sono profundo. A analogia feita por ele entre morte e sono pode ser fruto de um sincretismo da doutrina das Testemunhas com outras influências religiosas desconhecidas.

Testemunhas de Jeová

“Visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura” — as Testemunhas de Jeová não visitam cemitérios por motivos religiosos. Elas acreditam que a morte é o fim da pessoa, incluindo a sua consciência e pensamentos, por isso consideram irrelevantes tais visitas. Neste aspecto, o jovem se aproxima doutrinariamente aos costumes fúnebres dos católicos romanos.

“Na sua vinda Jesus me desperte para a vida eterna” —  nesta passagem existe um importante ponto de afastamento entre as crenças religiosas do jovem Wellington e as doutrinas oficiais das Testemunhas de Jeová. Ele acredita numa ressurreição futura, na vinda de Jesus; as Testemunhas de Jeová atuais acreditam que esta vinda aconteceu em outubro de 1914, na época da Primeira Guerra Mundial, e que desde aquela época os que morrem vão para o céu instantaneamente, desde que façam parte de um grupo de 144.000 pessoas escolhidas. Os demais mortos, que não fazem parte desses 144.000 escolhidos, ressuscitarão no futuro, mas não durante uma vinda física ou visível de Jesus e sim num paraíso terrestre, após uma guerra de destruição promovida por Deus (Jeová), chamada de Armagedom.

Todos esses aspectos doutrinários são interessantes para se analisar com bastante cautela, pois a tentativa de associação de quaisquer grupos a crimes que chocam a sociedade pode conduzir à publicidade negativa e a perseguições indevidas aos mesmos. Além de todas essas evidências de incompatibilidades entre a carta deixada por Wellington e as crenças das Testemunhas de Jeová, os representantes oficiais da Organização negaram totalmente o envolvimento do mesmo com a Organização, por meio de carta.

Mesmo assim, a dúvida ainda continua — o que levaria um jovem a praticar tais atos?

Embora as respostas sejam incompletas ou insatisfatórias, a evidência mais plausível é a de que o jovem Wellington sofria de problemas mentais. Ao analisarmos a mesma carta, agora sob outra perspectiva, verificamos que existe ali a narração da criação de um mundo ou universo de percepção completamente separado ou desconexo, típico da esquizofrenia. Ele narra na carta a existência de dois mundos bem distintos: o mundo dos puros e o mundo dos impuros. Ele parecia não ver mais o mundo, ou a realidade, como sendo globalizante, universal, ou seja, a ideia de totalidade teria sido perdida. A luva que deveria ser usada pelos “impuros”, para tocá-lo nos preparativos para o sepultamento, servia de ligação entre os dois mundos: e é uma evidência da separação mental feita pelo jovem entre os dois mundos. A menção a um lençol branco, em que deveria ser envolto o seu corpo para sepultamento, traz um misticismo interessante, típico de pessoas que fixaram-se numa ideia e que a defendem ideologicamente, como sendo útil ou eficaz.

Também vale ressaltar que Wellington além de informar a localização desse lençol branco, posteriormente esclarece seus planos sobre o destino de sua casa em Sepetiba, outro bairro na zona oeste do Rio de Janeiro, inclusive utilizando as expressões “bom senso” e “consideração”, demonstrando a capacidade de raciocínio e planejamento. Esta é uma situação possível na esquizofrenia — a formação dos pensamentos confusos concomitante a um raciocínio intacto.

O que é esquizofrenia?

A esquizofrenia é um transtorno psíquico e é caracterizada por uma série de sintomas e comportamentos, que variam desde a  simples falta de motivação, isolamento social e pobreza de discurso a alucinações e delírios mais graves. Não existe reconhecidamente uma causa única para o desenvolvimento da esquizofrenia, embora admita-se entre muitas: o quadro psicológico, o ambiente, o histórico familiar e o uso de substâncias psicoativas.

Embora a esquizofrenia não possua uma cura definitiva atualmente, este transtorno pode ser tratado e controlado. Por isso, a melhor recomendação, tanto para nós mesmos quanto para aqueles com quem nos relacionamos, é a seguinte: ao verificarmos quaisquer alterações na formação de nossos pensamentos, ou a presença de confusão mental ou de ideias um tanto dubitáveis, procuremos ajuda especializada. Devemos trabalhar para a redução do estigma social com respeito aos problemas e tratamentos mentais, pois, uma coisa é fato — o cérebro é um órgão como qualquer um outro: ele pode ficar doente e ele pode ficar curado!

Obs.: As informações sobre as Testemunhas de Jeová disponíveis aqui são resultado de uma pesquisa de mais de 10 anos.

Este artigo tem sido atualizado, com novas informações ou frases, após a data da publicação.

———

Relacionado a este assunto, veja também:

O Poder do Sensacionalismo


17 respostas para O Massacre de Realengo e as Testemunhas de Jeová

  1. Fernando de Souza ::: disse:

    Parabéns pelo post Marcondes. Esclarecedor. Uma lástima em vida poder presenciar em meu país algo assim. E são meus votos nunca mais isso se repetir em lugar algum no mundo.

  2. JACSON disse:

    Muito interessante.
    Mas e as demais facções do cristianismo? A maioria ensina variações do mesmo, ou seja, basicamente “que somos amaldiçoados por nossos pecados e que necessitamos o tempo inteiro de perdão, por que somos pecadores compulsivos e que pecamos até em pensamento…”. Todavia, não é comum vermos cristãos suicidas saindo por aí atirando nos outros e apresentando os argumentos desse atirador no Rio de Janeiro – santidade, sono dos mortos, Deus, Jesus, etc.

    As religiões ensinam uma coisa, parte das pessoas assimilam de uma forma construtiva, mas os com distúrbios mentais, psicológicos, não devidamente tratados, podem, digamos, entender tudo errado.

    Eu acho que ele já era doido e ter crescido com TJs não ajudou em nada. Teria feito o mesmo se fosse de outra seita, cristã ou não, e com familiares que, pelo visto, não deram a devida atenção aos problemas dele. Depois que os pais adotivos morreram a situação dele piorou muito. Parece que nenhum dos irmão tinham paciência ou interesse.

    Agora, mesmo não atribuindo culpa à religião, acho que esse caso poderia servir de lição. Poderia ter acontecido em qualquer comunidade, religiosa ou não? Sim, poderia. Mas teria sido possível reduzir os riscos de algo assim acontecer? Por exemplo, por meio de aconselhamento, atenção especial ou uso da autoridade religiosa para insistir com o rapaz a continuar o tratamento psicológico que ele interrompeu.

    Pessoalmente, eu acho boa parte do ambiente religioso prejudicial para pessoas como esse rapaz pois costuma exaltar os aparentes acertos, as pessoas que se superem, que vencem, que melhoram, com entrevistas, testemunhos, destaques, elogios e varrer para debaixo do tapete os casos em que não dá jeito, os erros, os defeitos, as limitações, quando não atribuem culpa às próprias pessoas que seriam “sem fé”, que teriam “dado margem ao diabo” ou outras superstições.

    Muito cuidado com suas declarações pois elas podem incitar a intolerancia religiosa, preconceito e até mesmo sentimento de revolta da população por qualquer determinado grupo.

    • Resposta do Blog:

      O objetivo do artigo foi justamente este: promover o não-preconceito e a não-intolerância. Conforme afirmamos no artigo, “a tentativa de associação de quaisquer grupos a crimes que chocam a sociedade pode conduzir à publicidade negativa e a perseguições indevidas aos mesmos”.

      Devemos apenas ter em mente que pessoas com problemas emocionais, psicológicos e mentais podem ser encontradas em qualquer ambiente possível. Não podemos afirmar que determinado comportamento proveniente de pessoas com anormalidades mentais, principalmente as que se encontram no estágio de psicose, seja reflexo do meio em que elas viveram, pois, como observa a Psiquiatria, existe mesmo a criação de um mundo desconexo, uma realidade paralela, na qual o psicótico adentra, sem nenhuma distinção racional do que seja o real ou não. Para uma pessoa num grau elevado de psicose, num surto psicótico, a imaginação e a realidade parecem ser a mesma coisa.

      No entanto, o “comportamento agressivo não deve ser associado à esquizofrenia, pois a maioria dos pacientes não é agressiva em nenhum momento ao longo do transtorno. Uma minoria pode ter reações impulsivas e ataques de raiva ou fúria, geralmente nas fases agudas, como no surto, mas melhorando significativamente com o tratamento” (1).

      Devemos levar em conta a fase de surto, onde os sintomas positivos da esquizofrenia, como delírios (falsas ideias) e alucinações (falsas percepções) são comuns. Aparentemente o assassino Wellington encontrava-se num surto psicótico. De acordo com determinada fonte, uma pessoa surtada pode “criar uma realidade fantasiosa, na qual acredita plenamente a ponto de duvidar da realidade do mundo e das pessoas ao seu redor. É o que chamamos de delírio. O delírio pode ter diversas temáticas, inclusive num mesmo surto. As mais comuns são a idéia de estar sendo perseguida por alguém, de ser observada ou de que as pessoas falam dela ou sabem de tudo que se passa na sua vida. Outras idéias fantasiosas, como de cunho religioso, místico ou grandioso também podem ocorrer. Menos frequentemente ocorrem delírios de culpa e de ciúme.” (2) A carta deixada por Wellington aparenta uma certa ideia fantasiosa de “cunho religioso” ou “místico”.

      Os transtornos mentais devem ser melhor discutidos socialmente, bem como outros assuntos de importância imprescindível, como o bullying, a segurança nas escolas, etc. Além do mais, e talvez mais importante: devemos procurar evoluir socialmente na área axiológica, recuperando e inovando alguns princípios úteis para o funcionamento da sociedade.

      FONTES:

      (1)http://www.entendendoaesquizofrenia.com.br/conteudo.php?get_id=155

      (2)http://www.entendendoaesquizofrenia.com.br/conteudo.php?get_id=190

  3. anderson disse:

    gostei da sua informaçao foi correta em todos os pontos prinicipalmente no que se refere as testemunhas de jeova voce colocou o ponto correto por que o wellington nao era membro dessa religiao por que eles nao ultilizam de jeito nenhum armas em nenhuma cirscustancia nem para defesa pessoal

  4. portes disse:

    Informaçõe sobre testeminhas de jeová estudadas em 10 anos e mesmo assim com informações deturpadas,, eu não sou testemunha de jeova mais como os conheço e se no que acreditam, vc esta errado em dizer que eles acreditam que jesus veio em 1914 e que a partir dai seriam escolhidos 144 mil para viverem no ceu… não é exatamente assim.
    Em 1914, foi o ano em que se começou a cumprir todas as previsoes que estão em nossas biblias,
    como 1°, terremotos, pestes, tsunames doenças sem cura, 2° gerra, fome,inchentes, a natureza voltando e buscar o que e dela etc, e tambem fala que antes da ultima pessoa dessa geração morrer o fim viria, por isso desde 1914, se considera proximo porem sem data, e a biblia tambem diz de uma forma sutil que quando as duas potencia mundiais declararem paz e seguraça o fim viria instantaneamente…
    E em relação ao Ungidos, onde estão os 144 mil serão pessoas escolhidas por deus para viverem no ceu, junto com os anjos mais que são escolhidas desde a epoca de jesus. e vc vê, milhares de anos e tão dificil escolher essas pessoas, puras e fieis.
    Sugiro que entre em contato com um Tj e peça pra ele te explicar com mais clareza… dai sim vc posta umcomentário mais concreto e correto.
    Quanto ao restante dos comentarios sobre as Testemunhas de Jeova, estão todas corretas, vc ao menos conseguiu dismistificar, porque muitos podem ou ainda acham que os Tj são uma Seita.. e nós sabemos qe não é!

    • Resposta do Blog:

      A informação de que as Testemunhas de Jeová acreditam que as pessoas vão para o céu após a vinda de Jesus em 1914 foi usada para diferenciar a crença da religião da aparente crença do assassino Wellington, deixada na sua carta antes de morrer. Pelo que parece ele acreditava na ressurreição dos mortos para o céu na época da volta de Jesus Cristo, no futuro. As Testemunhas de Jeová atuais não acreditam assim. Elas crêem que algumas pessoas (144 mil) foram selecionadas desde algum tempo após a morte de Jesus Cristo (Pentecostes) para ir para o céu. Esta seleção começou no primeiro século D.C., mas, segundo elas, os escolhidos que morriam naquela época não ressuscitavam instantaneamente. Ficavam esperando num estado de inconsciência e inexistência até o ano de 1914, quando Jesus voltaria e, na sua “presença” (período a partir de 1914), seriam ressuscitados. É fato que as Testemunhas de Jeová acreditam na abertura para a ressurreição para o céu somente a partir de 1914.

      Com respeito à crença da “geração que não passará”, a religião acreditava que a seleção de pessoas a irem para o céu finalizara em 1935, quando a liderança da religião acreditou ter recebido uma revelação, ou “entendimento”, de que a partir daquele ano outra classe de pessoas sofreria um aumento: a “grande multidão” (pessoas que viverão no paraíso na terra). Esta crença foi abandonada pela liderança atual, no ano de 2007, por reconhecerem que havia a falta de base bíblica para o cálculo da data para o fim da seleção. Os estudiosos da religião das Testemunhas de Jeová esperam agora um aumento no número de pessoas que se consideram ser “ungidas” (as que vão para o céu), até a Organização resolver esse possível problema exegético.

      • Matheus Moreira Campos disse:

        Sendo testemunha de jeová praticante, posso dizer que você está enganado com respeito a ressureição. O ano de 1914 é marcado como o incio do cumprimento das profecias a respeito da grande tribulação. E referente a ressureição, acreditamos que somente apos a volta de Jesus Cristo é que os mortos serão acordados de suas sepulturas, e os 144 mil tomarão o lugar deles no céu para governar a terra juntamente com Jesus Cristo. A grande multidão serão os fiéis que realizam as vontades de Jeová que viverão eternamente na Terra.
        Quaisquer dúvidas, estou a disposição.

      • Resposta do Blog:

        Este site tem por objetivo a transmissão de informações científicas. A Sociologia (principalmente a Sociologia da Religião) e muitas outras Ciências Sociais e Humanas também estudam as religiões, e alguns sociólogos são especialistas em determinados grupos ou seitas religiosos.

        As Testemunhas de Jeová acreditam em dois grupos de pessoas a serem ressuscitadas: as que irão para o céu (ressurreição espiritual) e as que irão para o paraíso na Terra (ressurreição física). Os que irão para o céu, como já explicado, são apenas 144.000 pessoas, a sua seleção é desde a época de Pentecostes no Século I D.C. e a sua ressurreição ocorre desde outubro de 1914 ou algum tempo depois dessa data, conforme supõe o entendimento atual da Organização. Já os que irão para o paraíso terrestre, segundo as Testemunhas de Jeová, são os fiéis (Testemunhas de Jeová) desde os tempos de Abel até a época atual. Eles serão ressuscitados após a Guerra de Armagedom. Nenhum desses dois tipos de ressurreição, celestial ou terrestre, espiritual ou física, parece estar relacionado ao tipo de ressurreição mencionado pelo assassino na carta de despedida.

        Para informações oficiais sobre a Organização das Testemunhas de Jeová, entrem em contato com a Associação Torre de Vigia (Organização jurídica responsável pelas Testemunhas de Jeová no Brasil), pelo seguinte site:

        http://www.jw.org

        E sobre a questão da ressurreição, ponto em debate aqui, vejam:

        http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/2007006?q=Vida+celestial&p=par
        (Parágrafos 9 ao 13. Neste artigo a Organização supõe que a ressurreição para a vida celestial tenha começado por volta de 1918)

        Isto parece resolver a dúvida dos leitores.

      • Tafarel disse:

        meu amigo procure uma testemunha de jeova e tire suas duvidas a respeito delas, por que seu conceito esta errado!

  5. tj disse:

    para informacoes corretas visite http://www.jw.org

  6. jhonathan Nogueira disse:

    Caro Marcondes, primeiramente, eu gostaria de lhe agradecer pelo site. Realmente muito esclarecedor, visto que com esse massacre as pessoas tem culpado as testemunhas de Jeová por, talvez, serem as prováveis responsaveis.
    Bem, não existem quaisquer relações disso com as crenças, dogmas, e ensinos dos tjs, afinal, eu sou uma testemunha de Jeová, e nós pregamos unicamente o amor entre as pessoas.
    Um abração!

  7. Aline Pereira disse:

    Marcondes, meus parabéns pelo site, sua visão foi neutra e respeitosa às Testemunhas de Jeová, que sempre são perseguidas por se destacarem dos demais. Não sou testemunha de Jeová, mas muitos em minha familia são, e posso dizer com toda certeza que são pessoas que pregam o amor, o respeito e a paz, diferente do que muitos dizem por aí. É vergonhoso termos pessoas em nosso país que têm uma atitude como a desse rapaz, e pior ainda outras pessoas utilizarem isso para criticarem uma religião que nem mesmo conhecem.

    • Resposta do Blog:

      Obrigado pelo seu comentário.

      O objetivo deste site é apenas promover a expansão de conhecimentos interessantes sobre os grupos e fenômenos sociais que compõem a nossa cultura e também culturas diversas. Por mais que não acreditemos na imparcialidade total, conforme afirmamos sempre na nota “Padrão do Blog”, procuramos utilizar alguns métodos ou mecanismos científicos de análise. Não parece ser objetivo da Sociologia (ou de qualquer outra ciência reconhecida) a promoção de militâncias ou de sectarismos ideológicos nas análises em si, pois isto poderia comprometer a eficácia da pesquisa científica.

  8. Jhonata disse:

    Eu estudei por algum tempo com as TJ e esse
    massacre brutal não tem nada a ver com religião,
    quem põe isso para haver discórdia e afastamento
    é satanás. A vingança inconseqüente não pertence
    aos filhos de Deus, pois a VERDADEIRA JUSTIÇA vem
    do Deus TODO-PODEROSO. Deus irá fazer justiça pelos
    oprimidos, injustiçados, humilhados… enfim. Deus
    passou a fazer isso desde o Éder quando já sabia da
    mal influencia de satanás no mundo, Ele prometeu um
    Salvador, e ninguém melhor que seu Filho primogênito
    e unigênito que se ofereceu por todos nós… Jesus ou
    Miguel veio ao mundo, lavou os pecados da humanidade
    com o seu Sangue e subiu aos céus e ficou a direita do
    Pai até que lhe foste posto no trono para reinar…foi
    em 1914 que isso aconteceu, Jesus passou a reinar e em
    algum tempo virá o amargedom onde Jesus irá lutar con-
    tra o mal e ele será vencedor. Haverá uma ressurreição
    tanto de justos como de injustos, e eles passarão a
    viver em um paraíso global semelhante ao jardim do Éder,
    só que toda a terra verá a glória de Deus, e o
    no mundo só residirá homens pacíficos.

    Bom, eu aprendi isso pelo tempo que estudei com as TJ,
    elas são pessoas maravilhosas e não são capazes de machucar nem uma formiga por temor e amor a Deus que é o
    criador de todas as coisas.

  9. Passos20v disse:

    Grande Marcondes!!!!! Gostei!!!!!Sendo um dos 144.000 ou não, vamos praticar o Bem, o Amor.

    “Vamos ter em mente que a nossa vida é como um rio, e esse rio flui a cada dia que passa.
    vivemos constantemente nesse grandioso consciente de Deus, devemos ter em mente que quando extirpamos a vida estamos matando de certa forma irmãos que deveriam aprender conosco, que deveriam conviver conosco, dentro dessa realidade limitada a qual o homem está amarrado dentro de uma longa existência. Dessa forma, o homem que destroi os outros, destroi a si mesmo.” do Amigo.

  10. Mario disse:

    Sobre essas afirmações abaixo segue o meu comentário.

    “Ele acredita numa ressurreição futura, na vinda de Jesus; as Testemunhas de Jeová atuais acreditam que esta vinda aconteceu em outubro de 1914, na época da Primeira Guerra Mundial, e que desde aquela época os que morrem vão para o céu instantaneamente, desde que façam parte de um grupo de 144.000 pessoas escolhidas. Os demais mortos, que não fazem parte desses 144.000 escolhidos, ressuscitarão no futuro, mas não durante uma vinda física ou visível de Jesus e sim num paraíso terrestre, após uma guerra de destruição promovida por Deus (Jeová), chamada de Armagedom.”

    É Marcondes, parabéns! Se esses que estão comentando que você está equivocado nos seus comentários, você sabe mais que eles, mesmo não sendo Testemunha de Jeová… Suas informações estão corretas.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: