Somos O Que Pensamos

“Quem é você? Qual é seu nome?”

Olá!

Olá!

Estas são as primeiras perguntas que fazemos quando estamos tentanto conhecer uma nova pessoa. Normalmente elas nos fazem o mesmo…

Usar essa simples observação para introduzir aqui o nosso artigo não se trata meramente de algo simplório, ou banal. Quem somos, na realidade, vai bem mais além dos simbolismos que estamos acostumados a empregar no dia-a-dia. Observações muito aprofundadas e bem mais filosóficas podem ser feitas a este respeito. Qual a utilidade disso? Simples: elas podem nos ajudar a entender a nós mesmos, aos outros e, finalmente, a ser mais felizes!

Com o avanço das ciências o ser humano pôde, e ainda poderá, conhecer cada vez mais o mundo à sua volta e seus mistérios. Um desses vários mistérios trata-se do fato de que nós não somos simplesmente o que aparentamos, a forma física, mas, pelo contrário, somos o que pensamos.

Veja, por exemplo, como isso acontece na prática. Digamos que você queira cumprimentar alguém, como na figura acima. Em nossa cultura o mais comum é o aperto de mãos. Esse sinal evidencia que estamos recebendo a pessoa amigavelmente, e que ela está apta para ser um amigo nosso em potencial. Mas a pergunta é: será mesmo que estamos tocando a pessoa? — Para a maioria das pessoas, a resposta seria sim, evidentemente. Mas o que nós queremos demonstrar aqui é que, a pessoa, em si, não é realmente a superficialidade dos átomos de sua pele. Talvez isso seja um pouco complicado de se entender, mas vamos a uma breve explicação.

átomo
átomo

Todo o nosso organismo é formado por pequeníssimas partículas, que os cientistas chamam de átomos. Não somente nós, mas todo material conhecido no Universo é fomado por tais partículas. A união de vários átomos forma o que chamamos de moléculas, e estas, ao se juntarem, constituem as células. A célula é uma formação básica de todo ser vivo. No nosso exemplo dado acima, o de apertar a mão de um amigo, nos perguntamos se tocávamos realmente na pessoa. Bem, do ponto de vista comumente aceito podemos dizer que sim, que tocamos na pessoa. Mas, se formos pensar mais aprofundadamente, que é o objetivo deste artigo, chegamos a conclusão que, aquilo que chamamos de “pessoa”, na realidade, trata-se de um simbolismo de algo que é mais verdadeiro.

Quando nós tocamos numa pessoa ou em qualquer outra matéria,  sentimos por meio do tato a superfície em questão. Percebemos se é macia ou dura, fria ou quente, ruim ou agradável. Mas, levando em conta a realidade, o que ocorre ali é um simples repelir de átomos e não uma fusão. Quando a nossa mão toca no rosto de alguém que amamos, por exemplo, para fazer uma simples carícia — os átomos que formam as células da outra pessoa repelem os átomos que formam o nosso corpo. Nunca podemos adentrar na pessoa, mas simplesmente ser repelidos pela sua forma física e ilusória.
 
 
Um caminho mental
 
Surge, então, a dúvida de como poderíamos adentrar nas pessoas. Como podemos realmente conhecer as pessoas de uma forma que não seja simbólica ou fictícia? — Estes questionamentos são importantíssimos, pois muitas vezes nos iludimos imaginando que as pessoas são o que apresentam na parte física, “atômica”… Claro que isso é, como já comentado, um ilusionismo. Os nossos sentidos nos iludem o tempo todo, com falsas percepções. Não somos nós muito presos a imagens ou representações? Não é interessante tal ideia, de que aquilo que consideramos como o concreto na realidade é o simbólico?
Muito bem, então como podemos nós interagir com as pessoas de forma real? — Só há um meio: pelas palavras. Sim, por meio da troca de informações, na comunicação.
O cérebro humano é o reservatório dos “eus” pessoais. Ele é a parte física, ainda limitada, do que queremos conhecer e participar delas, as pessoas. Para atingirmos isto devemos transmitir e receber ondas sonoras, advindas do nosso cérebro, que serão receptadas e vice-versa na conversação.
O processo mais humano possível é o da comunicação. Devemos condenar qualquer processo ou fenômeno social que procure impedir essa peculiaridade humana! Veja como essa nossa reflexão toca até mesmo no tema da liberdade de expressão!…
Como funciona o ser humano na formação de uma personalidade própria? Não é por meio do processo de socialização? Desde o nascimento (alguns dizem que até mesmo antes!) recebemos e enviamos estímulos do meio em que estamos inseridos. Sem este processo social jamais seríamos quem somos, e pior: jamais seríamos humanos!
O dito acima comprova que a nossa idiossincrasia (modo ímpar de conceber o mundo) é, na verdade, também de outros. O que encaramos como propriamente nosso não seria de tal forma se o tivéssemos concebido noutro contexto. Agradeça, de certa forma, ao seu meio pelo que você é…
Agora, sabendo dessa idiossincrasia, como não poderíamos sentir a necessidade (que é em si natural) de nos conectarmos a outras idiossincrasias? Veja — não é meramente conhecer “pessoas rostos”, como no Orkut ou MSN, onde quanto mais pessoas adicionadas melhor! Trata-se de conhecer “pessoas mundos”. Devemos mesmo é querer conhecer o que representa cada visão de mundo por trás de cada rosto.
O processo narrado acima nos possibilita nos livrar daquele impedimento “atômico” explicado no início. Se nós deixarmos, e as pessoas deixarem, por meio da troca sentimental, podemos finalmente conhecer pessoas, isto é — conhecer vários universos de pensamentos e de experiências únicos e nisto conseguir a “eternidade”. Isso é a única forma verdadeira de se achar algum tipo de felicidade nesta nossa tão curta existência física e ilusória! Você não acha?

Uma resposta para Somos O Que Pensamos

  1. Alforriador disse:

    Ótimo texto amigo Marcondes.
    Devo acrescentar que uso desse modo de pensar.
    Pelo meu modo de ver, acredito no que chamam de “universos paralelos”, mas cada um desses universos esta na mente de cada ser.
    Cada indivíduo tem sua maneira de ver o mundo, devido sua experiência, conhecimento, índole e etc.
    E vivemos em múltiplos mundos, pois, No “mundo” de sua mãe vc é uma pessoa, no de um amigo outra e na no seu próprio outro (mas sem perde a essência), e assim por diante, acredito tbm que é esta uma forma de nos imortalizarmos, veja o caso de Alexandre o Grande ou Napoleão, John Lennon e outros que ainda permeam o consciente humano, eles estão vivos, não da maneira como muitos esperam estar, mas, sim, eles vivem.
    Andei cogitando que isso talvez explicasse a ânsia de alguns pela fama, quanto mais conhecido, habitara em mais universos e quanto mais universos mais sua essência ira durar no consciente das pessoas. Morrera em uns, mas vivera eternamente, pois podem passar por gerações por meio de livros ou de boca-boca. A internet será a nova geradora de imortais.
    Abç!

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