Por Que Fumamos?

Fumer & Sensualité

Fumer & Sensualité

 

 

Eles são chiques.  

Eles são sensuais. 

Eles são fumantes!

 

Bem, pelo menos isso é o que querem pensar…

Embora muitas pessoas que nunca fumaram não saibam ou não entendam, a verdade é que o hábito de fumar trata-se de algo verdadeiramente prazeiroso. A sensação mais interessante é quando o fumante associa o ato de fumar a alguma situação da vida em particular, como, por exemplo, sempre fumar um cigarro após o sexo. O cérebro acaba confundindo, a partir desses rituais de associação, o ato de fumar a tais situações da vida. Isso explica porque algumas pessoas ao se excitarem ascendem logo um cigarro!

Vai um aí?
Vai um aí?

Mas, sensações à parte, não devemos nos desaperceber dos riscos. O tabagismo é efetivamente uma porta sem saída. Ninguém pode, por direito, dizer que já foi fumante e parou porque não gostava ou apreciava mais o vício. Todo aquele que já entrou nesse grupo, o dos fumantes, jamais poderá ser o mesmo. Sempre será um viciado, embora “não-praticante”. É mais ou menos como um senhor afirmou, certa vez: “Eu não sei quando vou morrer; mas se eu soubesse, voltaria a fumar agora mesmo!…” O tabagismo possui um potencial para a dependência tão grande que alguns usuários da rede de relacionamentos do Orkut perceberam que, ao atualizarem seus perfis, precisaram trocar a opção “socialmente” no ítem “fuma?” diretamente para “tentando parar”, sem precisar passar por todas as outras opções!

Mas quais são os fatos sobre o tabagismo? Talvez a resposta a esta pergunta sirva de incentivo aos que realmente então desejosos em parar de fumar.

Os fatos são os seguintes:

“Segundo o Ministério da Saúde brasileiro, os cigarros contém cerca de 4.720 substâncias tóxicas, sendo uma delas, a nicotina, responsável pela dependência.De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, o tabagismo é o responsável por cerca de 30% das mortes por cancro (câncer no Brasil), 90% das mortes por cancro do pulmão, 25% das mortes por doença coronariana, 85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica e 25% das mortes por derrame cerebral. Ainda de acordo com a OPAS, não existem níveis seguros de consumo do tabaco.As doenças ocasionadas pelo consumo de tabaco matam 3 milhões de pessoas no mundo anualmente, com uma projeção estimada de óbitos em torno de 10 milhões até o ano 2020 – das quais 7 milhões ocorrerão nos países em desenvolvimento. Vale dizer que o tabagismo, hoje, mata mais que a soma das mortes por AIDS, cocaína, heroína, álcool, suicídios e acidentes de trânsito. As doenças causadas pelo tabaco são responsáveis por perdas econômicas de aproximadamente US$ 200 bilhões de dólares, no mundo.”  (Fonte: Wikipédia; Tabagismo)

 
 

 

Câncer de boca - Que tal em você?

Câncer de boca - Que tal em você?

“No Brasil, estima-se que cerca de 200 mil mortes por ano são decorrentes do tabagismo. A proporção de fumantes no país é de 23,9% da população.Cerca de 90% dos fumantes tornam-se dependentes da nicotina entre os 5 e os 19 anos de idade. Há 2,8 milhões de fumantes nessa faixa etária, mas a maior concentração de fumantes está na faixa etária de 20 a 49 anos.A região Sul do país é a que apresenta maior proporção de dependentes – 45% dos habitantes, enquanto no Nordeste são 31%. Os moradores da zona rural também fumam mais que os das zonas urbanas.O fumo é responsável por 95% dos casos de câncer de boca; 90% das inflamações de mama; 80% da incidência de câncer no pulmão; por 97% dos casos de câncer da laringe; 50% dos casos de câncer de pele; 45% das mortes por doença coronariana (infarto do miocárdio) e também 25% das mortes por doença vascular-cerebral (derrames cerebrais).” (Fonte: idem) 

Mas e se nós pararmos de fumar agora?

Após 20 minutos
A pressão sanguínea volta ao normal.
Após 8 horas
Os níveis de nicotina e monóxido de carbono são reduzidos pela metade, o nível de oxigênio volta ao normal.
Após 24 horas
O monóxido de carbono é eliminado do corpo. Os pulmões começam a limpar o muco e outras impurezas.
Após 48 horas
Não há mais vestígio de nicotina no corpo. O alfato e o paladar ficam muito mais evidentes voltando ao normal. A chance de um ataque do coração lentamente começa a diminuir
Após 72 horas
Respiração fica mais fácil. Tubos bronquiais começam a relaxar e você começa a ter mais energia.
Após 2-12 semanas  
Sistema circulatório melhora. Andar e correr fica muito mais fácil.
Após 3-9 meses  
Tosse, chiado e problemas respiratórios diminuem sensivelmente entre 3 e 9 meses após parar de fumar. A capacidade pulmonar aumenta em 10%.
Após 1 ano
O risco de você ter alguma doença do coração agora é metade do risco que um fumante tem.
Após 2 ano
A chance de você parar definitivamente aumenta muito mais após o segundo ano.
Após 5 anos  
Entre 5 e 15 anos após parar de fumar, o risco de um acidente vascular cerebral (AVC) é reduzido ao nível de alguém que nunca fumou.
Após 10 anos (Estimativa)
Risco de câncer de pulmão cai a metade do risco das pessoas que continuam fumando, quase o risco de alguem que nunca fumou.
Risco de câncer de boca, garganta, esôfago, bexiga, rins e pâncreas diminui.
Risco de úlceras diminui
 
Após 15 anos
(Estimativa)
Risco de doenças do coração agora é similar ao risco de alguém que nunca fumou.
Risco de morte associada ao fumo agora retorna quase ao nível de pessoas que nunca fumaram.
(Fonte: http://www.pareagora.com.br/)

 

A Questão Filosófica da Liberdade

 

  A meu ver, Marcondes Lucena, o principal problema humano na questão do tabagismo ou do fumo não é tanto o relacionado à saúde, pois, fumando ou não, é claro que efetivamente todos um dia morrerão – as drogas apenas adiantam o processo. O principal ponto a considerarmos aqui, e nesse os jovens bem devem ficar atentos,  é o princípio da liberdade humana.

Quase sempre, ao se propagandear os vícios em drogas, usa-se a mensagem de liberdade que supostamente estas proporcionam. De fato, elas nos passam uma sensação de liberdade. De fato, usá-las é uma liberdade – a liberdade de escolha: no sentido sartriano. Mas, daí surgem outras questões – as consequências das escolhas. Lembremo-nos: as consequências existem independentemente de nossas escolhas, pois apenas estas podemos, é claro, escolher.

 

Agora, pensemos:  Até que ponto pode-se usar algo, um complemento, para se ter a liberdade e ainda assim continuar sendo “livre”? Será que quando aderimos a algo para nos sentirmos livres não estamos sendo não-livres devido a este algo? É por isso que muitas pessoas escolheram parar de fumar, realmente por esta questão filosófica: ser livre. Se nós não conseguirmos parar de fumar, ou se não fumarmos somente quando bem quizermos, somos efetivamente livres?

Desafiem-se a si mesmos, fumantes. Testem sua liberdade!

 

(∞ Marcondes Lucena, sobre o tabagismo ∞)

 

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