Nova Vida. Novo Ser?

“O início para você, assim como para todas as pessoas, veio muito antes de você ter chorado pela primeira vez ao sair do útero de sua mãe. O início biológico de todo ser humano é a fração de segundo na qual um único espermatozóide, uma das milhões de células fecundativas do pai, liga-se a um óvulo (célula-ovo), um das centenas de milhares de óvulos produzidos e armazenados no corpo da mãe.” (Citação da obra Desenvolvimento Humano,7ª edição,  Editora Artmed, 1998) Esse processo leva o nome de fecundação.

Fecundação

Fecundação

Após a fecundação ou a junção do espermatozóide com o óvulo, produz-se uma nova vida, visto que este processo resulta num código genético único. Sim, aquilo que se produz, chamado de zigoto, é realmente um ser humano em potencial.

Mas, qual a diferença entre as expressões “ser humano em potencial” e “ser humano em plenitude”? Isso é basicamente uma questão filosófica, ou ideológica. A despeito das diferentes formas de analisar o desenvolvimento social do ser humano em plenitude, este somente se dá após o nascimento. No entanto, visto alguns argumentarem que o feto (ser humano em potencial) já possui mecanismos de aprendizagem, e até mesmo de defesa, a grande questão, que todos aqueles que aderem à prática do aborto devem pensar, é esta: possui aquele novo ser uma “alma”? Possui ele “humanidade”? Estas perguntas talvez jamais sejam respondidas.

Vejamos bem, por exemplo, quando as células do embrião (logo após a fecundação, mas antes do feto) se dividem naturalmente: este processo produz dois seres humanos idênticos, são os gêmeos. As células que produzem os gêmeos são chamadas de indiferenciadas, visto que não possuem ainda uma especificidade, isto é, se são células cerebrais, do coração, etc. Essas células são capazes de se transformar em qualquer célula do corpo. O questionamento que surge daí é: visto aquelas células do zigoto serem indiferenciadas, capazes de formar quantos seres humanos sejam possíveis, quando é que a “alma” ou a “humanidade” é introduzida naqueles em que tais células não se rompem em dois ou mais seres?

De acordo com os religiosos, esta “humanidade” é introduzida no momento em que a célula está apta para tal. Mesmo assim, o momento exato, ou o período, é desconhecido.

Tais questões, visto serem muito imponderáveis, devem ser deixadas a mercê das próprias consciências individuais. Você teria coragem de provocar um aborto e ainda assim conviver com este fato, isto é, de que eliminou uma vida, realmente, embora ainda não seja um ser humano completamente formado?

(∞ Marcondes Lucena, sobre o aborto ∞)

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