Discos Voadores: Ver Para Crer…

No programa Zorra Total, da rede Globo, existe um personagem bem engraçado, o delegado Valente, com seu amigo Noronha. Ele sempre costuma dizer, quando seu companheiro diz que ele pode prender o bandido: “Noronha, poder eu até posso, mas eu não faço nem podendo!!” Acho isso muito hilário…

O mesmo eu diria, cético como sou, dos discos voadores: “Poder acreditar neles, eu até posso. Mas eu não faço nem podendo!!…” Ora, o que temos de sério em tal assunto que vá além de relatos e mais relatos duvidosos? Vejamos.

Isso é sério?

Isto é sério?

Um estranho  senhor que já trabalhou recentemente nas Forças Armadas deu certa vez uma tremenda entrevista a uma revista ufológica (relativa a extraterrestres). Ele realmente “abriu o jogo”, incluindo afirmações de que as Forças Armadas só não fazem o mesmo por receio do que tais informações podem causar à população civil. Tempos depois o homem suicidou-se!  Ora, eu não acredito, pessoalmente falando, em relatos de pessoas que se suicidaram. Este é um critério científico, que eu escolhi pra mim mesmo, para que se evitem equívocos. Todo mundo sabe que o suicídio é realizado por pessoas que estão em circunstâncias mentais muito perturbadoras…

No entanto, não podemos fugir de relatos contados por pessoas que transparecem bastante seriedade e, ao mesmo tempo, sanidade mental. Por exemplo, alguns amigos meus, da universidade de Sociologia, narram e asseveram relatos de ditas aparições de objetos voadores não-identificados (OVNIs). Eu não os contradigo na questão dessas aparições, e nem tampouco na questão de se tratarem de coisas “não-identificadas”. Ora, mas por que  essas coisas “não-identificadas” precisam ser necessariamente “extraterrestres”?  Só para podermos exemplificar a linha de raciocínio: Imagine os navios de Pedro Álvares Cabral; ao serem vistos pelos nativos cá na Terra de Pindorama, não devem ter sido  concebidos como “objetos nadadores não-identificados”? Que dizer de uma máquina fotográfica de última geração ser observada por uma tribo considerada “não-civilizada”?  Pessoas dessa civilização não pensariam nela como um “objeto sei-lá-o-quê-não-identificado”? Existe até mesmo uns filmes que brincam com essa hipótese, onde Os Deuses Devem Estar Loucos é um exemplo notável.

Seguindo essa linha de pensamento, devemos conceber a ideia de que, querendo ou não, objetos celestes (ou terrestres mesmo) que não sejam identificados, podem ser que sejam simples e meramente objetos não conhecidos. Ou será mesmo que nós conhecemos todos os segredos, tecnologias e etc., mesmo de origem humana?

Será que isso implica necessariamente na descrença de vida em outros lugares do Universo físico? Não! Não obstante, se eles estivessem realmente entre nós, por que haveria tantas controvérsias? Uma cantora até famosa, brasileira, que eu prefiro não nomear, afirmou publicamente que viu um ser de outro planeta em pleno centro de Nova York! Bem, excluindo o fato de que ela é assídua na Cannabis, por qual motivo este bendito “ET” não “acenou” para outras pessoas?!!

O argumento do parágrafo anterior não é algo sem sentido. Muitas pessoas, até mesmo que querem embasar alguma cientificidade às suas ideias, afirmam que tal assunto (o de manter contato ou de ter as visões de OVNIs) pode estar relacionado com a “conexão” pessoal do indivíduo que passa pela experiência. Bem, aí já estamos levando a discussão para outro plano, não é verdade? Se são coisas ou fenômenos físicos, empíricos, por que a importância da “aura” do bendito indivíduo que nunca vê tais aparições? É evidente que todas as pessoas são diferentes entre si e possuem variados graus de percepção e de sei lá o quê mais, mas isto não é motivo válido para justificar a aparição de seres reais e indubitáveis apenas para indivíduos selecionados. Este argumento é muito fraco, para não dizer fantasioso…

Não acredite nem nos seus olhos!

Não acredite nem nos seus olhos!

Que dizer da teoria de que as autoridades mundiais no assunto, a NASA, por exemplo, escondem os fatos? Pode ser que seja verdade? Sim, é claro que sim. Mas também pode ser que não. Entre os fatos e as especulações, todos os céticos deveriam ficar com a dúvida! Precisamos não somente de relatos subjetivos, pessoais, mesmo que venham de pessoas inteligentes e mentalmente saudáveis, mas de provas, evidências indubitáveis! Precisamos ver para crer, ou de outro método que não implique dúvida.

Para concluir, eu diria o seguinte a respeito desta questão ou de qualquer outro assunto semelhante: Se o apóstolo Pedro, de acordo com a Bíblia, andou sobre a água pela fé, aposto como eu afundaria numa rocha pelo meu ceticismo!

(∞ Marcondes Lucena, sobre discos voadores e ceticismo∞)

2 respostas para Discos Voadores: Ver Para Crer…

  1. Particularmente,não acredito mas tambem não duvido.,pois se o homem foi á lua.foi? Então ,por que não podemos ser visitados por outros seres extra- terrestres.

    • Resposta do Blog:

      Realmente, este deve ser o nosso tipo de ceticismo. Chamam-no de pirrônico.

      Eu faço minhas as palavras de Jô Soares: “Eu não acho que esta caneca fale… Mas se um dia esta caneca me der bom dia, eu direi ‘bom dia’ caneca…”

      Obrigado pelo comentário.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: