A Maldade é Um Mal Necessário

24 24UTC Novembro 24UTC 2009

O conhecido líder religioso, Jesus Cristo, foi narrado pelo seu seguidor e apóstolo Mateus como dizendo as seguintes palavras: “Ai do mundo, devido aos escândalos! Naturalmente, é necessário que existam escândalos, mas ai daqueles por meio de quem vêm os escândalos!” (Mateus 18:7) Essa citação, embora diga poucas coisas, torna-se interessante pelo fato de inserir o pensamento das “maldades necessárias”. Embora Jesus Cristo diga aqui que seriam condenáveis aqueles que provocassem os escândalos, ou “pedras de tropeço”, de acordo com outras traduções da Bíblia, o fato é que eles existiriam de um modo ou de outro. Eles são como que necessários para que o “bem” possa se tornar evidente.

Pares opostos de entendimento

Não pense numa árvore!

Não pense numa árvore!

A mente humana não reconhece o sentido da palavra “não” ou da negação. Por exemplo, ao falarmos a alguém “não pense numa árvore” , é improvável que alguém consiga, pois, para entender a ordem, automaticamente o cérebro decodifica a palavra “árvore” com a imagem de uma árvore. De modo que os seres humanos entendem as coisas ou os conceitos por meio de pares opostos de idéias. Mesmo quando algo é muito bom para nós, necessariamente precisamos de um conceito contrário para que possamos conceber a bondade desse algo. Isso ocorre conosco desde o nascimento e faz parte do processo cognitivo humano universal.

As outras são outras...

As outras são outras...

Considere, por exemplo, da criação da imagem de “mãe” na mente do bebê. É necessário que ele passe por um processo complexo, socio-cultural, para conceber essa idéia. É preciso que ele contraste, inclusive, a imagem daquela mulher que chamará de mãe com a imagem de outras mulheres “não-mães” para que a imagem da mãe seja formada. Na nossa mente, simplificando portanto, a nossa mãe seria aquela mulher que não está naquele grupo das “não-mães”. Isso ocorre da mesma forma para todas as outras imagens de personalidade que criamos das pessoas a nossa volta.

A questão dos conceitos

Você já viu o símbolo do Yin Yang? Trata-se de um símbolo bastante conhecido, e possui um importante significado aqui para o nosso tema.

yin yang

yin yang

Basicamente, este símbolo significa que qualquer coisa do Universo carrega um elemento em si  mesmo que corresponde ao seu inverso. Queira notar os pontinhos nos dois lados do símbolo: no lado escuro há um pontinho branco, e no branco, um escuro. Isso quer dizer, por exemplo, que na mais bondosa criatura, há sempre um pontinho de maldade. E o inverso, nas pessoas muito más existir um pouco de bondade, também ocorre o mesmo.

Mesmo este símbolo antiquíssimo nos informando uma profunda sabedoria da existência humana, o que desejamos passar aqui neste discurso não é bem o que o símbolo representa. O yin yang nos informa que nos pólos sempre existem elementos do contrário. O que informamos aqui é mais radical: que um pólo só existe por causa do outro.

É justamente neste ponto que podemos embasar o nosso tópico, a saber, que sem a concepção das idéias contrárias jamais entenderíamos uma ou outra coisa. A maldade é o contrário da bondade, muito bem – mas sem a maldade, o que conhecemos como “bondade” não poderia ser compreendido. De fato, para que o ser humano possa tentar imaginar o que seria o bem e o mal, o mal ou o bem teriam que se concretizarem na realidade existencial.

Embora esse pensamento seja simplório ou vulgar para alguns, cremos que ele nos ajude no entendimento de algumas questões interessantes. Por exemplo, seria o “diabo” algo necessário em maldade para entendermos a “bondade divina”? Seria a violência algo necessário para termos a consciência de que a paz é algo melhor de se praticar?

Nós devemos sempre pensar em tais questões para evitarmos “demonizar” precocemente dados elementos da realidade. Eles às vezes podem nos servir de pedra de toque para importantes julgamentos pragmáticos. Aqueles que desejam ser bons devem se basear naqueles todos que são maus, e não repeti-los em suas ações!


Por Que Fumamos?

12 12UTC Novembro 12UTC 2009
Fumer & Sensualité

Fumer & Sensualité

 

 

Eles são chiques.  

Eles são sensuais. 

Eles são fumantes!

 

Bem, pelo menos isso é o que querem pensar…

Embora muitas pessoas que nunca fumaram não saibam ou não entendam, a verdade é que o hábito de fumar trata-se de algo verdadeiramente prazeiroso. A sensação mais interessante é quando o fumante associa o ato de fumar a alguma situação da vida em particular, como, por exemplo, sempre fumar um cigarro após o sexo. O cérebro acaba confundindo, a partir desses rituais de associação, o ato de fumar a tais situações da vida. Isso explica porque algumas pessoas ao se excitarem ascendem logo um cigarro!

Vai um aí?
Vai um aí?

Mas, sensações à parte, não devemos nos desaperceber dos riscos. O tabagismo é efetivamente uma porta sem saída. Ninguém pode, por direito, dizer que já foi fumante e parou porque não gostava ou apreciava mais o vício. Todo aquele que já entrou nesse grupo, o dos fumantes, jamais poderá ser o mesmo. Sempre será um viciado, embora “não-praticante”. É mais ou menos como um senhor afirmou, certa vez: “Eu não sei quando vou morrer; mas se eu soubesse, voltaria a fumar agora mesmo!…” O tabagismo possui um potencial para a dependência tão grande que alguns usuários da rede de relacionamentos do Orkut perceberam que, ao atualizarem seus perfis, precisaram trocar a opção “socialmente” no ítem “fuma?” diretamente para “tentando parar”, sem precisar passar por todas as outras opções!

Mas quais são os fatos sobre o tabagismo? Talvez a resposta a esta pergunta sirva de incentivo aos que realmente então desejosos em parar de fumar.

Os fatos são os seguintes:

“Segundo o Ministério da Saúde brasileiro, os cigarros contém cerca de 4.720 substâncias tóxicas, sendo uma delas, a nicotina, responsável pela dependência.De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, o tabagismo é o responsável por cerca de 30% das mortes por cancro (câncer no Brasil), 90% das mortes por cancro do pulmão, 25% das mortes por doença coronariana, 85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica e 25% das mortes por derrame cerebral. Ainda de acordo com a OPAS, não existem níveis seguros de consumo do tabaco.As doenças ocasionadas pelo consumo de tabaco matam 3 milhões de pessoas no mundo anualmente, com uma projeção estimada de óbitos em torno de 10 milhões até o ano 2020 – das quais 7 milhões ocorrerão nos países em desenvolvimento. Vale dizer que o tabagismo, hoje, mata mais que a soma das mortes por AIDS, cocaína, heroína, álcool, suicídios e acidentes de trânsito. As doenças causadas pelo tabaco são responsáveis por perdas econômicas de aproximadamente US$ 200 bilhões de dólares, no mundo.”  (Fonte: Wikipédia; Tabagismo)

 
 

 

Câncer de boca - Que tal em você?

Câncer de boca - Que tal em você?

“No Brasil, estima-se que cerca de 200 mil mortes por ano são decorrentes do tabagismo. A proporção de fumantes no país é de 23,9% da população.Cerca de 90% dos fumantes tornam-se dependentes da nicotina entre os 5 e os 19 anos de idade. Há 2,8 milhões de fumantes nessa faixa etária, mas a maior concentração de fumantes está na faixa etária de 20 a 49 anos.A região Sul do país é a que apresenta maior proporção de dependentes – 45% dos habitantes, enquanto no Nordeste são 31%. Os moradores da zona rural também fumam mais que os das zonas urbanas.O fumo é responsável por 95% dos casos de câncer de boca; 90% das inflamações de mama; 80% da incidência de câncer no pulmão; por 97% dos casos de câncer da laringe; 50% dos casos de câncer de pele; 45% das mortes por doença coronariana (infarto do miocárdio) e também 25% das mortes por doença vascular-cerebral (derrames cerebrais).” (Fonte: idem) 

Mas e se nós pararmos de fumar agora?

Após 20 minutos
A pressão sanguínea volta ao normal.
Após 8 horas
Os níveis de nicotina e monóxido de carbono são reduzidos pela metade, o nível de oxigênio volta ao normal.
Após 24 horas
O monóxido de carbono é eliminado do corpo. Os pulmões começam a limpar o muco e outras impurezas.
Após 48 horas
Não há mais vestígio de nicotina no corpo. O alfato e o paladar ficam muito mais evidentes voltando ao normal. A chance de um ataque do coração lentamente começa a diminuir
Após 72 horas
Respiração fica mais fácil. Tubos bronquiais começam a relaxar e você começa a ter mais energia.
Após 2-12 semanas  
Sistema circulatório melhora. Andar e correr fica muito mais fácil.
Após 3-9 meses  
Tosse, chiado e problemas respiratórios diminuem sensivelmente entre 3 e 9 meses após parar de fumar. A capacidade pulmonar aumenta em 10%.
Após 1 ano
O risco de você ter alguma doença do coração agora é metade do risco que um fumante tem.
Após 2 ano
A chance de você parar definitivamente aumenta muito mais após o segundo ano.
Após 5 anos  
Entre 5 e 15 anos após parar de fumar, o risco de um acidente vascular cerebral (AVC) é reduzido ao nível de alguém que nunca fumou.
Após 10 anos (Estimativa)
Risco de câncer de pulmão cai a metade do risco das pessoas que continuam fumando, quase o risco de alguem que nunca fumou.
Risco de câncer de boca, garganta, esôfago, bexiga, rins e pâncreas diminui.
Risco de úlceras diminui
 
Após 15 anos
(Estimativa)
Risco de doenças do coração agora é similar ao risco de alguém que nunca fumou.
Risco de morte associada ao fumo agora retorna quase ao nível de pessoas que nunca fumaram.
(Fonte: http://www.pareagora.com.br/)

 

A Questão Filosófica da Liberdade

 

  A meu ver, Marcondes Lucena, o principal problema humano na questão do tabagismo ou do fumo não é tanto o relacionado à saúde, pois, fumando ou não, é claro que efetivamente todos um dia morrerão – as drogas apenas adiantam o processo. O principal ponto a considerarmos aqui, e nesse os jovens bem devem ficar atentos,  é o princípio da liberdade humana.

Quase sempre, ao se propagandear os vícios em drogas, usa-se a mensagem de liberdade que supostamente estas proporcionam. De fato, elas nos passam uma sensação de liberdade. De fato, usá-las é uma liberdade – a liberdade de escolha: no sentido sartriano. Mas, daí surgem outras questões – as consequências das escolhas. Lembremo-nos: as consequências existem independentemente de nossas escolhas, pois apenas estas podemos, é claro, escolher.

 

Agora, pensemos:  Até que ponto pode-se usar algo, um complemento, para se ter a liberdade e ainda assim continuar sendo “livre”? Será que quando aderimos a algo para nos sentirmos livres não estamos sendo não-livres devido a este algo? É por isso que muitas pessoas escolheram parar de fumar, realmente por esta questão filosófica: ser livre. Se nós não conseguirmos parar de fumar, ou se não fumarmos somente quando bem quizermos, somos efetivamente livres?

Desafiem-se a si mesmos, fumantes. Testem sua liberdade!

 

(∞ Marcondes Lucena, sobre o tabagismo ∞)

 


‘O homem: Uma Espécie Passageira’ – Morre Lévi-Strauss

3 03UTC Novembro 03UTC 2009

Nesta madrugada de sábado para domingo a humanidade perdeu um de seus grandes pensadores modernos, Claude Lévi-Strauss (1908, Bélgica – 2009, França).

Lévi-Strauss

Lévi-Strauss

Strauss estudou Direito e Filosofia na Universidade  Sorbonne, na França. Fez parte do grupo intelectual ligado ao pensamento de Sartre e comandou o departamento de Antropologia Social no College de France por mais de 20 anos, aí se aposentando em 1982. Deu muitas contribuições para o pensamento intelectual brasileiro, sendo um dos fundadores do departamento de Ciências Sociais da USP. Foi o criador da abordagem estruturalista na Antropologia.

Lévi-Strauss pelo visto possuía grande interesse científico pelos assuntos relacionados à humanidade. Toda a sua obra parece ser um reflexo de tal premissa. Propagava a idéia de que é necessário mais respeito ao mundo pela humanidade. De acordo com o intelectual, “o homem é uma espécie passageira que deixará apenas alguns traços de sua existência quando estiver extinta”.

De fato, embora a ciência, a filosofia e a teologia sejam realmente ramos de conhecimentos de todo necessários, tratam-se de meras percepções de uma espécie de ser vivo que, mesmo sendo única, não foge à realidade existencial compartilhada por todos os demais seres e elementos universais. Claude Lévi-Strauss captou bem essa idéia e a aceitou humildemente. Todos os cientistas fazem por bem pensar nessas questões, pois todos, de fato, morrem.

 

Citações: Jornal do Brasil On Line


29 de Outubro – Dia Nacional de Combate à Psoríase

27 27UTC Outubro 27UTC 2009

Você sabe o que é a Psoríase? Trata-se de uma doença muito pouco conhecida, embora afete uma quantidade enorme de pessoas em todo o mundo, inclusive eu!…

A Psoríase é uma doença dermatológica, crônica, caracterizada por aparecimento de inflamações em alguns locais do corpo. A maior parte das vezes está associada ao aparecimento de casquinhas embranquiçadas, que provocam bastante coceira e irritação, não raro levando a ferimentos na área. Essa doença já foi comprovada como não-contagiosa.

No dia 29 de outubro estão marcados vários encontros e palestras em vários lugares do Brasil visando o conhecimento e entendimento sobre esta doença. Não deixe de participar! A sua presença é importante para a cura dessa doença, que trata-se basicamente do amor e do afeto demonstrados aos portadores por aqueles que os cercam e que com eles convivem!

A ignorância é o maior de todos os males… Informe-se!  

(Marcondes Lucena, sobre a Psoríase)


Nossa Deusa Ciência

25 25UTC Setembro 25UTC 2009

Um dos grandes desafios da autonomia humana para as gerações futuras é o domínio que pode acontecer de forma ultra-tendenciosa da ciência  à vida social.

Assim como acontecia, e ainda acontece, no caso em que os sacerdotes religiosos dominavam as vidas e mentes de toda a sociedade, acontece agora com o domínio científico desequilibrado. Isso, sem dúvida, é um grande equívoco. Além de ser também um perigo para a humanidade.

O mesmo discurso de que a religião pode ser perigosa quando aplicada de forma fanática e fundamentalista aplica-se à ciência. Assim como a fé tenta explicar um universo que jamais será totalmente conhecido pelo ser humano, a ciência jamais compreenderá totalmente a natureza. Devemos ter sempre presente o fato de que a ciência não trata-se da verdade plena, pois apenas a realidade é tal verdade. A ciência origina-se de nossa percepção e compreensão de tal realidade.

O erro científico se localiza justamente em achar que a ciência pode explicar tudo, desdenhando daquelas áreas sensivelmente humanas, onde entra a fé. No entanto, vai aí um fato científico: tão quanto é religioso a criação do mundo por Deus quanto é religioso a criação do Universo pelo Big Bang. O que explodiu? O nada? Do mesmo modo que é científico crer nesta explosão, também o é crer-se em um deus, seja lá ele o que for…

Você pode percorrer todo o mundo e palestrar com todos os cientistas da humanidade: nenhum deles jamais poderá comprovar quer a existência de deus quer a inexistência. O deus deles é a própria ciência.

 

 

 

As orações ajudam nas comprovações!

As orações ajudam nas comprovações!

“Pai Nosso” da Ciência:

 

 

 

“Mãe nossa que estais nos laboratórios;

experimentada seja o teu laico nome;

venha a nós o teu respaldo;

tanto na terra como na atmosfera;

nos dai hoje a comprovação de cada dia;

perdoai as nossas superstições e mitos assim como nós perdoamos aqueles que temos ouvido;

não nos deixeis cair em suposições;

mas livrai-nos de todos os magos.

Amém. Aliás, ‘amém’ não, mas ’seja analisado!’”

 

Queremos nós cair nos mesmos erros cometidos antigamente e com eles justificarmos as nossas ações e maldades? “Paremos e Reflitemos!”