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O fato de nunca descobrirmos a pessoa certa acontece exatamente porque ela trata-se de uma criação de nossa própria mente. Esta pessoa que existe em nossa mente é exatamente a correspondência total de todas as nossas carências e necessidades que foram-se formulando à medida que fomos adquirindo uma personalidade.
A pessoa que acreditamos corresponder à “pessoa perfeita” na verdade é um indivíduo que julgamos mais se aproximar da pessoa mental-imaginária que existe em nossa cabeça.
Com o passar do tempo os atributos físicos da pessoa que escolhemos sofrerão mudanças inevitáveis. Se não soubermos readaptar as circunstâncias, reinterpretando a imagem mental com a pessoa real, pode-se correr o risco de desvanecer-se aquilo que acreditávamos ser um amor verdadeiro. Isto explica porque muitos casais separam-se depois de anos juntos, mesmo sendo felizes por décadas. Eles não foram capazes de readaptar ou reinventar a imagem imaginária ou o “fulgor da chama” que sentiam entre si.
A pessoa perfeita de nossa mente é e sempre será eterna. Levaremos ela para o túmulo. Já aquela pessoa que escolhemos viver a vida inteira não é e nunca será eterna. Decompõe-se! Você conseguirá amá-la por toda a vida? Se não apegar-se apenas à parte física, talvez. Se apegar-se apenas à parte física, impossível!
Escrito por Marcondes Lucena 