Homossexualidade: Debate Sobre a Naturalidade

Hitler na parada gay

Hitler na parada gay

O texto a seguir foi publicado recentemente em um site de apologia ao protestantismo. O assunto em questão é a passeata que ocorre no dia do orgulho gay. Veja o texto:

Antes de qualquer denominação, o orgulho Gay poderia ser chamado de “Orgulho de ser tudo aquilo que Deus não sonhou para seus filhos“, ou melhor, “Orgulho da Desobediência“, ou quem sabe ainda: “A marcha dos que rejeitaram a imagem do criador“. 
Sabemos que este tipo de comentário já está bem superado por aqueles que assim fazem, contudo, gostaríamos de registrar isto, pois orgulho temos de ser Imagem e semelhança do Criador, Criados como Machos e Fêmeas, para cuidar da terra e sermos adoradores desse Deus que a todos amou sem discriminação, morrendo pendurado numa cruz, para salvar todos dos delitos e pecados que comentemos.
Deus ama a todos, pois amou o mundo – Nós – e se aceitarmos seu plano eterno de salvação, teremos ele morando conosco, teremos a amizade de Deus restaurada em nossas vidas, e aí sim poderemos ter orgulhos do que somos. Não há glória nos feitos humanos, tudo que se faz debaixo do sol é vaidade, nós estamos plantando chuva, colheremos tempestade. Nos Gloriemos em Deus, no sangue de seu filho derramado na cruz por todos nós, pois o plano de Deus para nossas vidas, é superior a qualquer orgulho passageiro que possamos inventar.”

 

Fonte: clique aqui
 

Hitler: observando o cenário...

Hitler: observando o cenário...

O debate a seguir é interessante, pois trata do assunto da “naturalidade” pregada pela maioria dos religiosos, sendo que, se formos perceber bem, esta “naturalidade” é um tanto equivocada, e não pode ser usada como argumento seguro para intervenções religiosas no Estado em tal questão. Leia e participe:
Marcondes Lucena:
Amanhã eu vou postar um comentário contradizendo este pequeno texto publicado por você sobre o “orgulho da desobediência”. Quem deseja expor idéias, evidentemente deve estar aberto a novas idéias. Aguarde!
Marcondes Lucena:
Como eu havia prometido ontem, aqui está o meu comentário sobre o seu texto sobre o “orgulho da desobediência”:
Seu texto fala, como se nota, do “orgulho gay”, demonstrado no dia do “orgulho gay”. Visto que o ser gay é encarado pelos cristãos como uma desobediência, este dia de orgulho gay pode ser chamado pelos cristãos de dia de orgulho da desobediência. Isso parece até uma fórmula matemática 1+1=2. Mas, tratando-se de seres humanos, devemos pensar em termos filosóficos, e não matemáticos.
Você reconhece que esse tipo de pensamento esboçado no seu texto “já está bem superado pelos que assim fazem”, é verdade, está mesmo. Mas digo também que, mesmo pelos que não “fazem” tal passeata, já está caindo em “superação”. É claro que todos os pontos de vista devem ser respeitados, isso é constitucional. O pensamento de que a homossexualidade é abominável aos olhos de Deus é um pensamento que pode ser crido e sustentado por quantos possam crer nisso. O que não devemos fazer é inferir que esse pensamento (simples pensamento no mais restrito sentido da palavra) deva ser universalizado e imposto legalmente. Esse tipo de pensamento é um equivalente perfeito ao pensamento de racismo pregado por muitos grupos considerados ilegais, isto é, o pensamento ou ideologia pode até existir e ser crido, mas jamais legalizado ou universalizado, pois não possui base racional, científico.
Eu não sou homossexual e nem a favor de que homossexuais interfiram na religião, no sentido de impô-las a legitimidade de sua união marital. Nada que é ideológico deve por direito sofrer sanções legais no sentido de mudanças, exceto quando tais ideologias provocam danos sociais a outrem. Portanto, se uma religião que abomina a homossexualidade não deseja casar homossexuais em seus púlpitos, a lei não pode jamais interferir nisso legitimamente. No entanto, com o Estado, laico, deve acontecer justamente o contrário: não deve e não pode sofrer interferências religiosas, ideológicas, sectárias, pois é formado por todos, inclusive indivíduos que não seguem tais ideologias.
O Estado não deve reconhecer esse tipo de “naturalidade” pregada pelas religiões cristãs como premissa válida para taxar a homossexualidade como “desnatural”. Por que isso? Porque, queiramos ou não, a homossexualidade é sim um fenômeno natural, falando em termos científicos, biológicos. Perguntemo-nos, por exemplo: o que é algo natural? Para a ciência, natural é tudo que é fisiológico. A interpretação cristã de naturalidade se confunde com o que é certo, ou aprovado por Deus, o deus dos israelitas conforme demonstrado nas Escrituras hebraicas. Lembrem-se que Jesus, o fundador do Cristianismo, era um judeu por naturalidade e religião; também o eram todos os apóstolos e díscipulos dele que tanscorreram sobre a homossexualidade nas Escrituras gregas do Cristianismo.
Eu sempre costumo dizer que “tudo quanto seja fisiológico é natural; se algo não for fisiológico, ou é cultural ou é de plástico”. Essa minha afirmação notável tem certo sentido, principalmente nessa questão da homossexualidade. Ora, os homossexuais, as relações entre eles, se dão num nível fisiológico ou num nível artificial? Exceto aqueles que se relacionam com vibradores ou com “bonecas infláveis”, todos se relacionam fisiologicamente.
Os defensores da “naturalidade” cristã se referem ao fator macho e fêmea de toda espécie. Isso pode ter fundamentação! Mas, como sabemos, os seres humanos não seguem realmente a naturalidade seguida instintivamente pelos demais seres do Reino Animal. Além disso, essa defesa da naturalidade utilizando o par oposto “macho/fêmea” não é completamente seguida por tais defensores. Em que questões não seguem? Os ditames religiosos do que é certo ou errado quebram essa argumentação. Eles só seguem a argumentação até onde esta não fere os seus ditames. Por exemplo, visto que um genro e uma nora estão no padrão “macho/fêmea”, as relações entre eles são, conforme o argumento acima, naturais. Mas o livro bíblico de Levítico, que apresenta alguns ditames da lei de Deus aos israelitas, diz: “E quando um homem se deita com a sua nora, sem falta, ambos devem ser mortos. Cometeram uma violação daquilo que é natural.” (capítulo 20, versículo 12) Notem que se diz que a relação “genro/nora” não é considerada natural. Como sabemos que este “natural” deste caso é aquele natural da questão “macho/fêmea”? Porque o mesmo capítulo de Levítico, no versículo seguinte (o versículo 13) narra a condenação da homossexualidade, como algo “detestável”, colocando, portanto, a questão “natural” no mesmo contexto.
Não podemos negar que esta noção bíblica de “naturalidade” é equivocada, e que faz parte de uma construção cultural ao invés de uma construção de “naturalidade” conforme o faz a Biologia. O apóstolo Paulo, por exemplo, disse: “Não permito que a mulher ensine ou exerça autoridade sobre o homem, mas que esteja em silêncio. Porque Adão foi formado primeiro, depois Eva.” (1 Timóteo 2: 12, 13) Queiram notar que a submissão feminina é “naturalizada” pelo mesmo argumento supostamente científico de “naturalidade”, isto é, visto que Eva foi criada depois de Adão, logo é natural, é da natureza, que seja submissa a mulher. Mas será que não seria aquela noção paulina de “naturalidade” uma noção cultural dos israelitas, uma nação patriarcal?
Já em 1 Coríntios, o apóstolo Paulo continua com suas afirmações interessantes, que são úteis a nós na questão da “naturalidade”. No capítulo 11, versículos 13 a 15, ele reflete: “Julgai por vós mesmos: É próprio para uma mulher orar a Deus de cabeça descoberta? Não ensina a própria natureza que, se um homem tiver cabelo comprido, é uma desonra para ele; mas, se a mulher tiver cabelo comprido, é uma glória para ela?” Queiram notar a expressão “ensina a própria natureza”. Onde a natureza ensina tal coisa? Ora, o que a natureza ensina é que, caso não forem cortados ou aparados, tanto os cabelos de homens ou de mulheres crescem na mesma proporção. Aqui, novamente, o apóstolo Paulo cita uma questão culturalmente construída para argumentar, naturalizando, uma regra social.
Por que eu dei esses exemplos bíblicos de naturalização de preceitos culturais aqui no nosso debate? Porque isso demonstra que a questão de que algo é “natural” ou não, quando se fala em seres humanos, não é igual a quando se fala dos animais. Isso é relativo e deve ser relativizado. Voltando aos exemplos, como explicaríamos a algum israelita que ele ter relações sexuais com sua nora é natural (no sentido fisiológico), se ele entende por natural aquilo que é dito na sua lei religiosa? Onde quero chegar? Bem, que não podemos jamais usar o argumento de naturalidade “macho/fêmea” para “desnaturalizar”, religiosamente, a homossexualidade. Isso só pode ser feito entre aqueles que acreditam na ideologia cristã, nada mais. Logo, visto não existir tal ideologia de forma uniforme em toda a sociedade, o casamento entre homossexuais deve ser legalizado na forma civil, mas negado (e até mesmo abominado, se assim o desejarem e julgarem justo) na forma religiosa. Na forma religiosa cristã, é bom lembrar!
 
 

Gregório Jr:

O Interessante é que Jesus e os discípulos estavam apenas repassando um pensamento concebido “antes” da formação de qualquer nação, isto é, se considerarmos a Bíblia, mas como vc mesmo falou TUDO É RELATIVO, logo talvez para você ela não passe apenas de um livro etnico, sem valor para HUMANIDADE (quando a incomoda sobre seus interesses);
Sobre sua Observação Notável: “tudo quanto seja fisiológico é natural; se algo não for fisiológico, ou é cultural ou é de plástico”, podemos concluir que todas as atitudes do ser humano é natural, como Roubar, matar,… ou será que isso apenas aplica-se a área sexual? logo teremos Zoofilia, Pedofilia, necrofilia e todas as parafilias, já que o ser humano foge a regra, onde vc mesmo se contradiz afirmando que este NÃO SEGUE A NATURALIDADE. Se podemos admitir tudo que não é plástico nem cultural como natural ao ser humano, podemos admitira que Hitler estava justo ao eliminar o número que nem sei ao certo qual foi de judeus, que o holocausto é só mais uma atitude natural, normal e aceitávél do ser humano; podemos dizer que a indiferença quanto aos que morrem de fome na África nunca foi desumana, antes, trata-se apenas de fato cultural, e que não tem nada haver com plástico nem cultura. Me ajude!!! Logo posso entender sua repusa quanto a posição bíblica sobre incesto, homossexualismo, zoofilismo, pedofilia e todas as para filias que possa existir NATURALMENTE na mente do bom ser humano.
Não desconsidere o fato Sócio-cultural e a crítica histórica ao falar das Epistolas Paulinas, a mulher teria que ficar calada na igreja gentílica de corinto, devido aos conflitos culturais que existiam entre os cristãos Judeus e gentios, e como você bem lebrou, paulo estava realmente pregando o fato da noção da cultura israelita, para que não houvesse falta de harmonia entre os cristãos, já sobre o cabelo, em corinto (que era uma cidade portuária da acaia, uma das prncipais cidades gregas, que cultuava a deusa diana), haviam mais de mil sacerdotias e o sinal dessas sacerdotisas (que transavam como forma de culto a deusa Diana) era ter a cabeça raspada, logo as que estavam se entregando ao evangelho não convinha que mantivesses seus cabelos curtos ou raspados para não serem confundidas por sacedotisas de Diana, que serviam como prostitutas naquela cidade portuária; lembre-se que priscila ensinava e era auxiliadora de paulo, tudo fora em nome da boa comunhão (koinonia), a qual muito agrada a Deus.
Sobre o seu ponto de vista estado X igreja, isso não é de se rejeitar, já que igreja vem de ecclesias, que significa os chamados para fora; fomos chamados para fazer a diferença no mundo, não para fazer parte dele ou viver em harmonia com este, não nos espanta que seu pensamento seja o da maioria dos que menosprezam os conselhos da bíblia.
 

 

Marcondes Lucena:
Que bom que existe o respeito entre nós! É muito bom este fato de você reconhecer que eu acredito no relativismo. É somente uma pena que você ache que eu apenas acho a Bíblia como valorosa quando ela não ‘incomoda meus interesses’. Isso não é verdade, se se direciona a mim. Eu não acho que algo deva ser encarado como algo de valor apenas quando vem atender aos nossos interesses. Se isso fosse assim, poderíamos facilmente rejeitar todas as demais culturas, visto não se basearem na Bíblia, mas apenas em ‘livros étnicos’.  Eu não reconheço nenhuma verdade absoluta, quer seja ela de meu interesse quer não.
Acredito que o meu discurso sobre a naturalidade não tenha sido bem interpretado, conforme foi publicado acima. Veja por que não.
Você me citou assim: “Sobre sua Observação Notável: ‘tudo quanto seja fisiológico é natural; se algo não for fisiológico, ou é cultural ou é de plástico’, podemos concluir que todas as atitudes do ser humano é natural, como Roubar, matar,… ou será que isso apenas aplica-se a área sexual?” Evidentemente, houve aqui uma má compreensão. Roubar e matar não podem ser coisas consideradas naturais devido ao argumento do ‘ser fisiológico’, pois roubar e matar são coisas culturais, e não fisiológicas. Mas, digo sim, que se tais coisas acontecessem num nível fisiológico, com certeza seriam naturais. É o que acontece quando alguém rouba ou mata ao se encontrar num estágio de plena selvageria, muitas vezes acarretado por fatores culturais, ou sociais.
Uma outra citação equivocada: “Se podemos admitir tudo que não é plástico nem cultural como natural ao ser humano, podemos admitir que Hitler estava justo ao eliminar o número que nem sei ao certo qual foi de judeus, que o holocausto é só mais uma atitude natural, normal e aceitávél do ser humano”.  Isso não se encaixa no nosso debate. O que Hitler fez foi culturalmente construído. Embora ele ou outros pudessem pregar a noção equivocada de “vitória dos mais fortes”, isso não fazia da ação algo natural. O que Hitler fez, embora não fosse “de plástico” (o que é uma figura de linguagem), foi com certeza algo histórico. E, no seu outro exemplo, o caso do descaso com a fome da África, é ainda mais algo cultural. Esses seus exemplos não são de forma alguma naturais (no sentido fisiológico), mas são demasiada e claramente culturais, sociais.
Palavras suas: “Logo posso entender sua repusa quanto a posição bíblica sobre incesto, homossexualismo, zoofilismo, pedofilia e todas as para filias que possa existir NATURALMENTE na mente do bom ser humano.” Um equívoco, evidentemente. Incesto é sexo com parentes. Embora seja considerado pelos fatores culturais como algo desnatural, fisiologicamente é natural. E a Bíblia demonstra até mesmo que já foi necessário! Lembre-se do caso dos filhos de Adão e Eva e das filhas de Ló. Zoofilismo: atração com animais? Bem, se for, é culturalmente desnatural, psicologicamente desnatural, e fisiologicamente dubitável. “Fisiologicamente dubitável”?! Sim, pois leva ao orgasmo a alguns! Homossexualismo é termo equivocado e já foi rejeitado, pois denomina doença. Agora usa-se homossexualidade. Esta significa atração sexual com pessoas do mesmo sexo. Culturalmente dúbio, dependendo da cultura; psicologicamente, normal, atualmente; fisiologicamente, o mais natural possível. Já o caso da pedofilia, isto é, atração sexual com crianças (vítimas com até 12 anos e agressores com no mínimo 8 anos de diferença)  é considerada por quase todas as culturas como desnatural, psicologicamente é considerada desnatural, atualmente; e fisiologicamente é desnatural, dada a não-correspondência corpórea e mental. Ora, depois dessa consideração, acho interessante o seu enquadramento da homossexualidade a quadros sexuais tão diversificados, inclusive a pedofilia, que é considerada crime pela maioria das pessoas. E não me admiraria, portanto, se se ao chegassem ao poder as religiões aderentes a tal ideologia quisessem proibir a orientação sexual voltada para essa “desnaturalidade”.
Quanto à questão de naturalidade de Paulo aplicar-se somente no contexto que você narrou, acho difícil, biblicamente falando, de ser de tal forma. O próprio apóstolo Paulo falou que aquilo que era considerado “Escrituras” eram “sagradas” e eram para serem seguidas. (Romanos 15:4) Já o apóstolo Pedro considerava as cartas de Paulo como Escrituras. (2 Pedro 3: 15, 16) Por isso, aquele “incentivo” de “obediência natural” deveria ser seguido por todas as congregações, e não somente pela congregação de Corinto. A sua explanação pode ser útil para entender o porquê da linguagem utilizada, mas não muda o princípio universal apresentado, pois o caso de ‘Adão ter sido criado primeiro’ era aceito de modo geral, pois Jesus o ensinou. — Mateus 19:4-6.
A conclusão, a meu ver, continua sendo a mesma: o que é fisiologicamente natural não é o mesmo o que a religião encara como “natural”.  Esta última encerra as visões de certo e errado no conceito de naturalidade fisiológico. Mas devemos lembrar que certo e errado é algo cultural. Já a naturalidade é simplesmente fisiológica. É claro que o conceito de naturalidade cultural é útil em muitas questões. Mas ele deve ter uma pedra de toque, quando se torna polêmico: a defesa incondicional da vida e a preservação da integridade do próximo. Senão, o conceito fisiológico ficaria muito animalesco!
 

Gregório Jr:
Caro Marcondes Lucena
Sua conversa está tomando um rumo cíclico. Ou você admite que sua “Afirmação Notável” precisa ser revista, ou assume de uma vez por todas que sua consideração pela bíblia não é diferente à opinião de muitos ativistas liberais;
Embora não tenha me referido a você sobre a consideração da Bíblia, porém vale ressaltar que se não existe verdade absoluta para você, logo a bíblia não ocupa o contexto de seu debate, mas seus interesses e ACHISMOS; Já que ela é tão importante para você como os Vedas é para mim, não existe porque você está se desgastando sobre o que ela afirma ou não afirma, pois se tudo que nela está escrito venha ser tudo menos escritura Divina ou mandamentos Divinos, me considere como mais um religioso que apenas defende sua filosofia, entretanto não negue o fato que A PALAVRA DE DEUS CONDENA A HOMOSSEXUALIDADE ASSIM COMO VOCÊ CONDENA AS DEMAIS PARAFILIAS (Levítico 22~24, Êxodo 22:19, Levítico 20:15, Deuteronômio 27:21, Romanos 1; 21 ao 28), este último texto bíblico citado (Romanos 1: 21~28) fala do USO NATURAL: Homem com mulher, Mulher com Homem, é simples como 1 + 1= 2!!!
Não podemos negar o fato da Bíblia possuir valores muito fortes, e que devido aos seus valores serem fortes, o homem a relativiza, a fim que suas paixões e vontades sejam cumpridas. está explícito na Bíblia como Deus considera o HOMOSSEXUALIDADE, porque então unir esforços para afirmar que não a desprezamos pelos nossos interesses? ou porque procurar meios para interpretar os fatos de modo apenas cultural, quando não permanece apenas nesse ponto? Se a Pedofilia é “não-correspondência corpórea e mental”, o que dirá da Homossexualidade? o ânus não comporta um órgão sexual. É um órgão com uma função específica que nem filosoficamente, fisiologicamente, culturalmente ou religiosamente pode-se afirmar que foi criado ou desenvolvido para práticas sexuais, isto não seria uma “não-correspondência corpórea e mental”, ou como você bem frisou, AGORA o homossexuaLISMO é chamado de homossexuALIDADE, pois o primeiro associava-o a doença… logo o conceito de a homossexualidade ser algo natural parte de uma mudança sócio-cultural do conceito de naturalidade, estou certo?
Não negue também que a ação de Hitler no holocausto não tenha afetado FISIOLOGICAMENTE AQUELES JUDEUS, ou quando se rouba ou mata, não acaba sendo isso refletido em forma de traumas fisiológicos no indivíduo da sociedade, ou então que “o mais cultural de todos” – A Fome na África – tem ou não tem afetado fisiologicamente os milhares de indivíduos cadavéricos daquela nação. Não vejo possibilidade do Cultural ou ‘artificial’ não afetar o fisiológico. O fato das cartas de Paulo serem consideradas Escrituras, isso não nega o fato da aplicação desta para o presente do Autor, poiso que isso vem a significar para nós hoje é o que importa, que o cristão deve fugir da má aparência, evitar o mal e respeitar o limite de fé do seu irmão em Cristo.
Não se preocupe. Se para você a Bíblia é só mais um entre muitos livros de religião, realmente seu conceito sobre ela ser a palavra de Deus está mais que implícito. logo não temos que continuar esse debate, pois estarei afirmando sempre que ela é conforme está escrito em:
Hebreus 4:12: Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.
2 Pedro 1:20~21 Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.
Logo, concluo reafirmando: Orgulho temos de ser a imagem do Criador!

Hitler: um pouco mais liberal...

Hitler: um pouco mais liberal...

Marcondes Lucena:
O nosso debate até aqui não tratou do assunto de a Bíblia proibir, ou condenar, a homossexualidade. Isso é um fato: ela realmente proíbe! Aqueles que querem acreditar o contrário o fazem apenas para seus devidos interesses, coisa que deve ser encarado como mesquinho e contraditório. Por que não renegar simplesmente a Bíblia e esta visão obsoleta, cultural, e se apegar a uma forma de religiosidade mais universalizante e menos segregadora?
A respeito da questão do que é fisiológico ou não, é evidente que se possui muitas dificuldades teóricas. Alguns, por exemplo, poderiam supor facilmente que a pedofilia é fisiológica, visto que supre de certa forma a necessidade fisiológica. Mas, conforme eu disse, é desnatural, pois não existe aquela “correspondência”. Também é válido, da mesma forma, a afirmação de que não existe a “correspondência” perfeita nos casos de “zoofilia”. Um caso como este último só poderia ser “fisiológico” apenas na questão do suprimento do desejo sexual. Tanto a pedofilia quanto a zoofilia parecem ser psicologicamente desnaturais. Já culturalmente, o primeiro caso, pedofilia, foi outrora aceito. Daí deriva a nome originalmente: “pedo” (criança) e “filia” (amor).
Mas, na questão da homossexualidade, vejamos bem. Sempre foi proibida por questões culturais-religiosas. Existe a correspondência fisiológica, pois a questão que você levantou (do anus) é apenas a prática sexual. Nós estamos discutindo a atração em si. O fato de terem havido mudanças na sociedade a respeito de como encarar a homossexualidade, se é doença ou não, não significa que a primeira visão, isto é, de que era realmente doença, estava correta. A ciência evolui. Além disso, quando se trata de casos como esses, a classificação do que é doença ou não, ou do que é normal ou não, é muito imprecisa. Quem sabe se a própria atração heterossexual não é também aprendida, como supõem que seja a homossexualidade? Crianças não sentem atração por pessoas do sexo oposto, já notou? Mas, se este não for o caso, de não ser aprendido, o comportamento homossexual se torna ainda mais natural, visto ser genético. Em ambos os casos, tudo se encontra na esfera humana, saudável.
Não devemos mesmo deixar de discutir é o conceito de naturalidade pregado pela maioria dos religiosos dessa corrente. Se sexo com pai e filha, irmão e irmã, genro e nora, são desnaturais, biblicamente, por que estes casos seguem o padrão “macho/fêmea”? É aí que se encontra a contradição. É aí que se encontra o empecilho de usarmos o argumento cultural-religioso para intervenções governamentais. A visão religiosa é ideológica, sectária. Visto que a sociedade no geral não é homogênea em tais ideologias, proibições laicas são impensáveis!
Isso parece ser tudo.
 
 
Gregório Jr:
Gosto muito da frase que o protagonista do filme “O Gladiador” diz para seus soldados: – “O que fazemos na vida, ecoa na eternidade”. Continuo batendo na tecla da co-relação entre atitudes e consequências; A cada ação, teremos uma reação, a cada feito nosso teremos uma resposta futura.
Quando paro para meditar no livro do Pregador (Eclesiastes), vem-me uma cobrança sobre o que faço, e o que ganharei por fazê-lo (Eclesiastes 11:9; 12:14).
Não podemos nos enganar, o amor de Cristo é um (Ágape), de amigos e irmãos é outro (fileo), e o amor de um homem por uma mulher, é o mesmo que o leva a deseja-la numa cama (eros); se o amor entre dois homens for o Ágape ou o Fileo, é um mandamento divino, pois este amor é o que leva o ser humano a aproximar-se de Deus, mas se estão atraídos na esfera do Eros, isto torna-se uma DESOBEDIÊNCIA AOS MANDAMENTOS E ÉTICA BÍBLICA.
Do mesmo modo, o amor que define família no grego nunca é o eros, mas o fileo, logo é tão abominável para Deus o incesto quanto a homossexualidade; também isso se aplica entre relacionamento homem animal. O natural é “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gênesis 2:24, Mateus 19:5, Marcos 10:7, Efésios 5:31), e nisso não confusão nem contradição. O ato da Lei homofóbica não é apenas um ato governamental, é também reflexo de uma sociedade distante dos caminhos traçados por Deus em sua palavra. vendo deste modo, pelo seu prisma, minha postagem não possui em momento algum, erro por intitular O dia do orgulho Gay, por orgulho da desobediência, pois ao ponto de vista Bíblico é sim uma desobediência direta a Deus. Podemos até prever uma intervenção do Estado, mediante a aprovação desta Lei contra a homofobia, diante do púlpito que pregue a bíblia do jeito que ela é. Não podemos falar a palavra de Deus pela metade. por mais que estejamos diante de uma sociedade heterogénea, não podemos adequar a bíblia aos padrões egoístas do homem.
Sobre o fato do seu conceito ou observação sobre a atração sexual infantil, creio que o complexo de édipo fala muito bem por quem o menino se atrai sexualmente e por quem a menina se atrai na sua mais tenra idade em seus interesses sexuais (complexo de Electra), o fato da criança procurar o mesmo sexo proporcional à sua idade é pura questão de socialização. E como se tocou se a heterossexualidade é aprendida ou não, basta olhar para a ciência; é fato que o homem desperta desejo pelo sexo oposto mediante a convivência com sua mãe, onde buscará no futuro alguém que corresponda ao sexo materno, por isso na família, normalmente, as meninas são mais apegadas aos pais (proteção), e os meninos à mãe (Generosidade e amor) – isso é o que chamamos de complexo de Édipo e o complexo de Electra. Para Freud, quando a criança não controla bem este complexo, será sem dúvidas, vítima de neurose; Já que o complexo de Édipo é considerado pela psicanálise como o complexo de controle de todas as neuroses. A Ciência concorda com a Bíblia. pois diante do mandamento do casamento, Deus planejou que a célula mater da sociedade fosse (HOMEM) MARIDO + ESPOSA (MULHER) = FILHOS.
Com a destruição desta instituição divina, que podemos chamar de referêncial, há um desajuste na sociedade que afeta o indivíduo. O que dizer dos travestis? ou dos transsexuais? Homens que não se portam devido sua cultura e costume, mudando seus hábitos e MUTILANDO SEUS CORPOS, veja como isto tem desajustado o indivíduo, pessoas que passam do simples desejo à mutação daquilo que ele considera atraentemente irresistível. Logo se a homossexualidade é só fisiologicamente aceitável, ou naturalmente bom, podemos dizer que um rapaz que pega uma metralhadora e dispara contra um cinema lotado, porque achou irresistível o que vira nos jogos de PC, é algo absolutamente natural, normal e fisiológico? ou, sendo menos drástico, alguém que modifica sua aparência natural pendurando quilos e quilos de piercings, tatuando-o compulsivamente toda sua pele, parecendo ser tudo menos um o que a natureza constituiu como ser humano, isso seria uma atitude equilibrada, normal, fisiológica, filosófica?
O Plástico e o cultural afetam em cheio o fisiológico, e não podemos fugir da Bíblia neste debate, pois a ela faço apologia.
E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm. (Romanos 1: 28);
Gostaria citar o que está em Romanos 1: 21~32:
Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.
Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.
E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.
Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si;
Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.
Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.
E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.
E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm;
Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade;
Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães;
Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia;
Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.
Foi um prazer debater com o nobre, estarei sempre a disposição.
 
 
Marcondes Lucena:
“Tudo que é fisiológico é natural; se algo não for fisiológico, ou é cultural ou é de plástico!”
Esta foi a minha premissa inicial e desde aí tenho procurado defender tal ponto de vista talvez culturalmente repugnante. Embora seja culturalmente difícil de aceitar, não foge à realidade. Por mais perniciosos que nos pareçam os desejos e vontades e estranhezas do ser humano, todas as que são de origem fisiológica devem continuar sendo encaradas como naturais. Mas em que sentido usamos a palavra “natural”? Talvez o problema de compreensão esteja no uso que fazemos comumente da palavra “natural”. Sempre utilizamos a noção de bem e mal, certo e errado, nesta concepção. Mas, no caso da fisiologia, isto não se dá assim. Natural é tudo aquilo que tem uma origem física, por mais prejudicial que possa ser. A morte do corpo, por exemplo, quem a aceita de bom grado? Mas é fisiológica, é natural. Do mesmo modo ocorre com a velhice, com as doenças, com os desejos (por mais que consideremos errados) e com as concuspicências. Elas podem não ser encaradas como naturais no seu sentido cultural, mas no sentido fisiológico são naturais. Nesse sentido, a heterossexualidade, a bissexualidade e a homossexualidade são naturais, pois correspondem a um desejo de satisfação do fator fisiológico “prazer sexual”. É claro que a principal função fisiológica do “prazer sexual” é realmente a reprodução da espécie, mas isso não torna a função em si como sendo apenas o alvo. A atração também faz parte da função, embora não seja o seu principal objetivo natural. E, relembrando, no caso dos seres humanos, o prazer sexual é encarado muito mais como a função fisiológica do que o seu resultado natural em si, a procriação.
É nesta ascepção, simplesmente nesta, que tudo quanto seja fisiológico é natural. Por mais que sejam os fatores fisiológicos estranhos e culturalmente repulsivos, eles são de origem puramente natural.
Queremos nós naturalizar aquilo que a cultura construiu por meio desse argumento de naturalidade fisiológica? Não, pois o que é culturalmente construído também é importante. É por isso que sempre devemos manter o equilíbrio social em tais questões. Nem a naturalidade fisiológica, puramente física, da homossexualidade deve interferir nos fatores ou ideologias da religiosidade e nem tampouco os fatores ideológicos da religiosidade, que dita o que é “natural”, devem interferir na homossexualidade. O que deve ocorrer é uma espécie de “trégua”, pelo bem da sociedade e da humanidade.
“Pelo bem da sociedade e da humanidade”? Sim, pois a História nos revela que muitas vezes e de muitas formas os religiosos agiram ruinosamente em suas ideologias contra aqueles que diferentemente pensavam. O resultado disso foram atrocidades! O mesmo pode acontecer com respeito aos homossexuais versus os religiosos, como eu já presenciei. O ódio e a desumanidade aí imperam!
Mas eu suporia uma terceira via, mais universal: o Amorismo. Você citou diversas formas de amar: a forma ágape, a forma fileo e a forma eros. Mas deve haver uma terceira: a incondicional. O amor incondicional supera todas estas três formas anteriormente citadas. Ele é uma junção inexplicável, porém compreensível, de todas as formas de amar. Você consegue amar todas as pessoas de uma forma incondicional, sejam elas heterossexuais ou homossexuais? Eu acho pessoalmente difícil, embora pertença a um grupo que se esforça muito a isso! É bem provável que você responda a esta indagação citando a forma de “amar do Cristo”, que “se entregou por todos”. Mas, filosoficamente pensando, isto não é tudo. Jesus mesmo disse que quem o ‘negasse perante os homens também por ele seria negado perante seu Pai que estava no céu’  (Mateus 10:33) e acrescentou que ‘quem o ama guarda seus mandamentos’ (João 14: 15). Isso deixa subjacente o salvacionismo subjacente ao sistema cristão, isto é, só se salvam aqueles que aderem. O Amorismo puro e superior é mais universal do que o salvacionismo, pois é evolucionista. Usa os fatores sociais humanamente construídos ao longo da História que se direcionam para a defesa da vida e do respeito mútuo. O ser humano evolui, ele não se salva, no Amorismo, pois o ser humano não necessita de salvação.
É melhor ainda a concepção divina dos Amoristas, deísta. Esse Deus é universal e pertence a todos os homens, pois é um princípio ou força incognoscível. E se é incognoscível, pode ser por todos interpretado ou adorado. Visto que a idéia de Deus somente existe entre seres humanos socializados, os fatores sociais são venerados tão quanto a idéia de Deus. Tudo que diga respeito a fatores sociais universalizantes é bem visto pelos Amoristas, pois os une pelo amor incondicional.
Não são segregados os homossexuais entre nós, pois todos eles concebem a mesma idéia de amor incondicional, que é nossa base sociológica. Por que segregar pessoas se todas elas estão na nossa mesma esfera filantrópica e evolutiva? Os amoristas iniciam todo e qualquer tipo de pessoa, tendo ela a capacidade de amar incondicionalmente.
O Grupo do Amorismo Universal é secreto, mas está disponível a todos os homens e mulheres, e até mesmo crianças. Todos podem amar incondicionalmente, é só querer!
 
 
Gregório Jr:
E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave. (Efésios 5:2)
Sinceramente reconheço sua capacidade de argumentação, meus parabéns. Porém, o que você acha alguém amar tanto você que por este amor deu o seu mais precioso gesto – Vida e Fidelidade – Esse ‘amorismo’ que você citou, não está fora dos três termos que usamos: Eros, Fileo (Philea), Ágape. esta última palavra Grega significa justamente isso: Amor incondicional. Quando na Bíblia cita-se o amor de Deus para com o homem, o termo grego usado é Ágape, que é o que traduz a expressão desse amor INCONDICIONAL de Deus;
Existem mais quatro termos para amor na língua grega: KHÁRIS, STORGUE, PATHÉ, e PORNÉIA, e em nenhuma destas palavras o amorismo se encaixa, ele já está implícito no ÁGAPE, o amor de Deus para com o homem. O fato aqui, não é uma imposição Divina para salvação, mas uma escolha do homem para a eternidade. Deus Amou, ama e sempre vai amar a sua imagem e semelhança – o Homem – quer seja ele Homo ou Hetero, Ele morreu pelo mundo para que fossem todos salvos (Jo 3: 16~17);
Um pai, por mais que ame o filho não pode impedi-lo de seguir outros conceitos, não pode obriga-lo a fazer tudo que deseja, nem pode prende-lo debaixo de suas asas. Se o pai, por mais que ame o filho fizer isso, ele estará privando sua criança do bem mais precioso – A Liberdade.
Até hoje, nunca vi um pai que não sofresse com a morte do seu filho, mesmo que este seja todo contrário ao seu desejo. Quem escolhe o destino do filho não é o Pai, mas o filho; do mesmo modo não fora Deus que Impôs uma condição, mas o homem que delimitou o relacionamento Deus-Homem.
Deus poderia impedir? Claro, mas Ele não o Fez, Faz ou Fará porque não criou Máquinas, Ele gerou filhos que possuem vontades e direitos próprios. O Amor com que Cristo nos amou é tudo que precisamos para estar com Deus, um amor sincero, forte e eterno, que foi capaz mesmo diante da mais extrema pressão nas suas gotas de suor mesclado com sangue, Dizer “que se faça a tua vontade, e não a minha” (Marcos 14: 36) (Efésios 5:25); “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (João 15:13), “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (João 15: 12), “Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando” (João 15: 14).
Como pode haver harmonia (STORGUÉ) entre um pai e um filho se este o desobedece? “Amor é um” como disse Rita Lee, e nessa história Deus nos amou só, e nos amou primeiro (1 João 4:19), e só por isso o amamos, e “se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros” (1 João 4:11).
Marcondes, Deus é amor. quando falamos de Amor falamos da essência do próprio Deus que não teve reservas para nos demonstrar isso (Filipenses 2: 5~8), antes, despiu-se de seu poder e sua eterna glória, tornou-se como nós pecadores e disse que se quisermos ser seus discípulos, devemos ir após seus passos (Mateus 16: 24, Marcos 8: 34, Lucas 9: 23). Negar nossos conceitos não é fácil, mas é o único jeito de sermos livres. Gosto muito do filme Matrix, pois mostra uma figura da bifurcação do caminho do homem; Chega o momento que temos que decidir se queremos viver uma utopia, ou encarar a vida como ela é; é bom nós desejarmos uma sociedade mais harmoniosa, tolerante e perfeita, porém a raça humana está para a destruição, assim como as mudanças climáticas está para a poluição – irreversível.
Os cientistas alertam que a situação da terra é apocalíptica, por mais que o homem faça, a situação já está em avançado estado de degradação, irreversivelmente estamos fadados ao fim.
A Bíblia, do mesmo modo fala da situação humana. Estamos fadados à destruição, pois estamos distantes de Deus (Romanos 3: 23), somos culpados do nosso distanciamento com o criador, quando nos deixamos levar por nossas paixões, desejos, vontades; Quem está com Jesus no coração, já mortificou sua carne juntamente com suas paixões (Gálatas 5:24), pois não devemos deixar reinar em nós o pecado obedecendo assim nossos desejos e paixões (Romanos 6: 12).
Deus ama a todos. I N C O N D I C I O N A L M E N T E. Mas não concorda com a deliberação das paixões humanas, que constitui inimizade contra Deus, que é o amor (Romanos 8: 7), Deus Providenciou Jesus, que através do seu sangue, nos reconciliou e desfez em sua carne toda inimizade (Efésios 2: 13, 16). Cristo é a nossa salvação, creia, necessitamos do Salvador.
Rita Lee, em sua música Amor (Ágape, Fileo, KHÁRIS – gratidão, STORGUÉ – ternura e harmonia) e Sexo (Eros, PATHÉ – de onde deriva paixão, PORNÉIA – Amor de consumo ), define bem esta discussão, e com o devido respeito aos autores da letra (Rita Lee / Roberto de Carvalho / Arnaldo Jabor), usarei recortes desta para ilustrar nosso debate:
Amor é um livro (STORGUE)
Sexo é esporte (EROS, PATHÉ)
Sexo é escolha (PATHÉ)
Amor é sorte… (FILEO)
…Amor é novela (FILEO)
Sexo é cinema.. (PORNÉIA)
Sexo é imaginação (PORNÉIA)
Fantasia…
Amor é cristão (ÁGAPE, FILEO, KHÁRIS)
Sexo é pagão (PORNÉIA, EROS)
Amor é latifúndio (ÁGAPE)
Sexo é invasão (PORNÉIA, EROS)
Amor é divino (ÁGAPE)
Sexo é animal (EROS, PATHÉ)
Amor é bossa nova (STORGUE)
Sexo é carnaval (PORNÉIA, PATHÉ)

Amor é para sempre (ÁGAPE)
…Amor é do bem… (ÁGAPE, FILEO, KHÁRIS, STORGUE)
Amor sem sexo (FILEO)
É amizade
Sexo sem amor (PATHE, PORNÉIA)
É vontade…
Amor é um (ÁGAPE)
Sexo é dois (EROS)

…Amor vem de nós (FILEO, KHÁRIS, STORGUE)
E demora…

Ai o amor! (ESTORGUÉ)
Hum! O sexo! (PORNÉIA, PATHÉ, EROS)
Não comentarei a letra, apenas cito-a dizendo por fim que o amor nós damos sem receber, isso é se tivermos em nós o amor de Cristo, caso contrário, o resto é animal.
 
 
Marcondes Lucena:
Interessante saber mais a respeito de todas essas palavras antigas sobre as diferentes formas de demonstrar aquilo que conhecemos genericamente por “amor”. 
O amorismo, no entanto, não se refere às formas de demonstrar o amor em si, mas a uma espécie de princípio. Isso é um pouco complicado e dá bastantes debates nas nossas reuniões. Mas, basicamente, entendemos por amorismo a capacidade de amar sem condicionamentos. O amor ágape, por mais que pareça se direcionar ao estado de amorismo, não nos deixa satisfeitos totalmente com respeito à correspondência. No Brasil, pelo menos, o Grupo do Amorismo Universal ao invés de usar a palavra grega “ágape” usa a expressão latina “foras res”. Literalmente, pelo que eu sei e entendo, significa literalmente “sem coisas” ou “sem condições”. Deve ser um correspondente a “incondicional”, na nossa língua.
Pois bem, esse assunto de o amor divino, conforme apresentado na Bíblia, ser totalmente incondicional é um pouco controverso. Em Deuteronômio 30:19, Deus disse ao povo o seguinte: “Eu tomo realmente os céus e a terra como testemunhas contra todos que pus diante de si a vida e a morte, a bênção e a invocação do mal” Isso parece aludir a um certo livre arbítrio. Mas, continuando, o texto diz: “E tem de escolher a vida para ficar vivo, você e sua descendência, amando a Jeová, seu Deus, escutando a sua voz e apegando-se a ele; pois ele é a sua vida e a longura dos seus dias, para morardes no solo de que Jeová jurou aos seus antepassados Abraão, Isaque e Jacó que lhes havia de dar.” (versículo 20) Isso de certa forma lembra o pensamento de Kant sobre a liberdade. Todos são livres para agir, mas a liberdade é limitada por si mesma. Deus liberou o povo a segui-lo ou não, mas se não segui-lo, a morte está garantida. Existe apenas  “uma certa expectativa terrível de julgamento” (Hebreus 10:27) Mas, por mais que queiramos entender o ponto levantado por você, da servidão voluntária, isso não deixa de ser em si contraditório. Como existe livre arbítrio se você somente pode escolher um caminho e continuar vivo? Livre arbítrio sem mecanismos que torne a “liberdade” desse arbítrio algo praticável é realmente livre arbítrio? Isso coloca algo interessante para a questão do amor: amor sem livre arbítrio é realmente incondicional? É realmente “sem coisas”, ou “sem condições”? Pensemos nisso.
Você concluiu o seu pensamento sobre o amor de Cristo assim: “O amor nós damos sem receber, isso é se tivermos em nós o amor de Cristo, caso contrário, o resto é animal”. Note de novo: “dar sem receber”. Se Deus não nos salvar se não o amarmos, não está Ele querendo algo em troca? Isso é bastante polêmico, não é mesmo? É por isso que os amoristas deixam os assuntos ligados à fé pessoal das pessoas à mercê de suas próprias consciências e interpretações, pois Deus é incognoscível!
 
 
Gregório Jr:
Deus é incognoscível, Deus não se pode conhecer… pelos preceitos humanos não.
Você também deve discordar da lei da gravidade, pois ela prega que tudo que sobe tem que descer – é lei física. Deus não impôs um único caminho, Ele é o único caminho e não pode negar-se a si mesmo – é lei espiritual (João 14: 6, 2 Timóteo 2:13), O grande problema é que nós não assumimos nossa responsabilidade de escolha.
Sobre o amorismo, Deus é O amor. Como pode haver alguma doutrina que subestime a natureza do próprio amor? Você ainda diz que a bíblia não é escanteada quando não atende os interesses humanos… Quando dizemos que O amor de Deus (o próprio Deus) não é o suficiente, pensamos que nos tornamos sábios, mas na realidade estamos loucos (Romanos 1; 22). O único ser que pode ser livre é Deus, Ele não precisa da ética, obediência, ou qualquer outra forma de portar-se, Ele é e sempre será Eternamente SOBERANO, nós porém só podemos servir, quer seja a Deus, quer seja as riquezas, mundo, ou a nós mesmo. Estamos fadados a servir, o que definirá nossa situação, é a nossa escolha.
Bem, acho que é só. Não chegaremos a um acordo. Eu porém escolho a bíblia como palavra infalível, não sinto segurança em filosofias humanas.
Tenha sucesso em suas escolhas, e espero que encontres a verdade que procuras.
 
 
Marcondes Lucena:
Não, não podemos discordar da Lei da Gravidade, pois ela é assumidamente autoritária; tudo que sobe desce e se não estiver de pára-quedas, morre! Mas o ponto aqui é o seguinte: essa Lei física não diz que podemos saltar sem pára-quedas e não morrermos e, depois, faz com que realmente morramos. Ela simplesmente diz que morreremos se saltarmos assim e assim o faz. Aí está a falácia! Uma coisa é se assumir como autoritário e agir assim e outra forma é dar impressão de liberal e não dar opções. Que lógica há nisso? Ora, tal noção não pode simplesmente ser rejeitada como uma “tolice”. É um fato exegético  e necessita de contemplação.
“Como pode haver alguma doutrina que subestime a natureza do próprio amor?” Não é este o caso. O que é subestimado é a idéia da realidade, que não é nada menos que uma apropriação indevida da realidade derradeira, Deus. Não podemos dizer que o amor incondicional pregado pelos amoristas seja uma presunção ao amor divino, pois este “amor divino” é realmente uma concepção humana, nossa, do amor dele. Não é a própria idéia de onipotência uma idéia humana? É evidente que o é, pois se não o fosse, não se limitaria. Mas existe a própria limitação da idéia ao indagarmos a respeito da possibilidade de Deus poder criar um ser mais poderoso do que ele mesmo. O “não poder” da resposta inevitável a esta pergunta não corresponde a uma limitação divina, mas a uma limitação da nossa própria idéia que concebemos dele!
 Se não entendemos a mera essência do ser divino, como o podemos conceber como tendo mesquinharias humanas, proibições culturais? Deus é incognoscível e somente é possível se aproximar dele, de sua natureza, por meio de uma outra idéia também incognoscível, porém humana. Que idéia? A idéia do amor incondicional. Como pode alguém amar incondicionalmente, se apenas apreendemos coisas condicionais? Percebe você a incognoscividade do verdadeiro amorismo? Não obstante, o próprio amor está presente e é algo “palpável” a nós. É por isso que, se nos achegarmos a este elemento incognoscível, porém possível, podemos nos imaginar nos aproximando do outro incongnoscível: Deus!
Eu não procuro uma verdade, se é que você usa a palavra no sentido genérico, isto é, a verdade absoluta. Não podemos supor a existência de tal verdade, pois os conceitos todos são apenas idéias. E idéias existem aonde não há a procura de realidades. Se algo é idéia, é porque não é realidade, pois a realidade não suporta conceitos, abstrações. A realidade é sempre cognitivamente negativa, pois não possui conhecimento de si. Já uma idéia é algo criado, positivo, existencial. É por isso que o anseio pela verdade sempre se dá pelos questionamentos e indagações, mas nunca pelas sínteses.
O amor incondicional (ou Amorismo) é uma notável idéia, pois mantém a incognoscividade em suas entranhas. Mas se ela for considerada uma verdade absoluta, praticada de forma prescrita, desaparece! Graças a Deus isso é um mal que não nos aflige!
 
 
Ana:
eu tb sou sou do amorismo universal e concordo com Marcondes Lucena…
nós naum temos as bases para determinar o q eh natural ou naum qd tudo eh da natureza… devemos mesmo eh saber o q eh útil ou naum, e naum o q eh natural ou naum…
o amor qd eh incondicional se torna o algo mais util possivel, naum importa se quem o pratica é hetero, bi ou homo…
isso eh tudo!!
 Gregório Jr:
Completando: … zoo, Pedo, Necro… Com esse amorismo universal que vocês pregam, a liberação e o ACHAR NORMAL do absurdo daquilo que denominam como amor (Zoofilismo, Pedofilismo, etc) é uma questão de tempo, já que tudo é natural.
 
 
Ana:
Achar natural eh uma coisa, fazer e apoiar eh outra…
o fato de a pessoa achar a zoofilia e a pedofilia e a necrofilia, ou seja lah o q for, como natural fisiologicamente, de origem na própria psqué, naum signififica q esses comportamentos devem ser apoiados… muitas coisas q saumn fisiológicas devem ser rejeitadas. nós usamos os fatores culturais pragmáticos como pedra de toque, pois nem tudo eh somente fisiológico e nem tudo eh somente sociologico…
a percepção de q as coisas naturais realmente possem origem fisiológica eh mais um motivo pra nos apegarmos aos fatores sociológicos de forma não-dogmática…
o erro mesmo eh pensar q os fatores culturais saum naturais a priori, qd naum o saum, e produzem apenas alienações…
 
 
Gregório Jr:
Do mesmo modo encaro o Homossexualismo (ou a homossexualidade, como preferir), Fisiologicamente, sócio-culturalmente, espiritualmente; Se aceitamos o homossexualismo, o que nos impedirá de aceitar futuramente ( ou no presente) a pedofilia, por exemplo? Logo será o valor sociológico de hoje considerado um crime, algo tolerável ou mais uma expressão da adversidade no amanhã? Lembre-se que o homossexualismo até algumas décadas atrás era encarado como uma prafilia (desvio de comportamento sexual), sendo tirado por então valores sócio-culturais desse rol para ser introduzido como um comportamento aceitável de um indivíduo. Será que também acharemos isso da Pedofilia amanhã? existem tanta gente interessada que este Comportamento “fisiológico”, considerado por seus praticantes como “natural” seja algo legalizado… Uso suas palavras:
“o fato de a pessoa achar a zoofilia e a pedofilia e a necrofilia, ou seja lah o q for, como natural fisiologicamente, de origem na própria psqué, naum significa q esses comportamentos devem ser apoiados”…
O Fato de Alguém achar o Homossexualismo ou seja lá o que for, como natural fisiologicamente, de origem na própria psqué, não significa que este comportamento deva ser apoiado.
Acredite: O Homem é para a Mulher, assim como a vida foi feita para ser vivida. Nem fisiologicamente, ou cientificamente se comprova que o homossexual seja fator genético, ou que este tenha nascido num corpo errado, ou que haja algum gene homossexual. É Escolha, a natureza não tem nada haver com isso, é vontade animal do homem, são paixões que precisam ser encaradas como parte de uma natureza destruída, como fala a bíblia e a psicanálise.
Bem como falou você no começo de sua conversa: “Achar natural é uma coisa, fazer e apoiar é outra”…
Para mim fazer e apoiar inclui-se na diferença de um policial que vê um crime acontecer e não se mobiliza para impedir, este foi omisso, e omissão também é crime.
Romanos 1: 28~32:
E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm;
Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade;
Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães;
Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia;
Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.
Não sei como você considera a bíblia, mas ela é a única que te dará respostas para solucionar essas questões.
 
 
Marcondes Lucena:
Meu Irmão Gregório Jr,
Parece que você tem muitas limitações para entender o verdadeiro Amorismo Universal. E, quanto a você Ana, prazer em conhecê-la aqui: estamos no memso barco!
Veja bem… Veja bem… Veja bem! – olhe só! três “vejas bem”! Isso é sério! A Ana falou o seguinte: “nós usamos os fatores culturais pragmáticos como pedra de toque, pois nem tudo eh somente fisiológico e nem tudo eh somente sociologico”. Isso é puro Amorismo Universal! O Gregório não entende esse ponto (ou não quer entender). Todas as coisas que são de origem física, ou mentais, são naturais. Isso é um fato! Já foi comprovado pela ciência de que o cara é gay por causa, não de demônios incorporados (como querem as seitas cristãs), mas por fatores físicos. Isso é tão natural biologicamente quanto alguém sentir atração por outra pessoa do sexo oposto, por uma criança, uma cabra, ou seja lá o que for. Gregório, Gregório: o fator físico humano não mede o certo ou o errado, ele apenas existe. Por que discutir isso, ou a naturalidade disso?
“Mas isso não é natural!!”, deve estar você contestando. Não seria melhor você dizer: “Isso não é certo!” ou “Isso é pecado!”?
Sua concepção de “naturalidade” é preconcebida por fatores culturais, de pura origem humana (pai, mãe, amigo, pastor, etc). A naturalidade animalesca exclui a ideologia, que é necessária! Mas esse seu pensamento de “naturalidade” é uma construção da visão sociológica, ideológica, que é feita pela vertente do cristianismo! Você está querendo, por assim dizer, “naturalizar” aquilo que é cultural. Não faça isso, pois subsistem muitas contradições em tais tentativas. Como já foi comentado no início, por exemplo, sexo entre genro e nora segue o padrão de correspondência “natural”, não é mesmo? Mas a Bíblia condena tal “naturalidade”. O que diz sobre isso? Não é uma contradição berrante? Se ela se contradiz nisso, o que dizemos de outras “naturalizações”?
O que Ana disse tem certo sentido. “a percepção de q as coisas naturais realmente possem origem fisiológica eh mais um motivo pra nos apegarmos aos fatores sociológicos de forma não-dogmática…” Muito bem, Ana! É justamente o fato de reconhecermos as origens fisiológicas, naturais, dos comportamentos humanos que nos dá uma boa e perfeita possibilidade de os medirmos numa balança imparcial e sem alienação quais são úteis socialmente ou não. De modo que, por exemplo, um genro e uma nora devem evitar o sexo entre si, ora, não porque isso é “desnatural” (ai que pecado!), mas porque é maléfico socialmente: trará prejuízos para terceiros, mágoa e, as vezes, até mesmo a morte (se o corno for brabo!).
A pedofilia, a zoofilia (ou bestialismo) e a necrofilia não podem, eu já disse antes, ser colocados no mesmo contexto sociológico da homossexualidade. Existem muitos fatores sociológicos (e psicológicos) envolvidos, além da questão “naturalidade”. Não existe aí, por exemplo, nenhuma corresopondência fisiológica e nem psicológica. Dois gays, por exemplo, podem ter sentientos um pelo outro (coisa que já é provada pela ciência), mas que sentimento pode haver entre uma cabritinha e um “trem-bão” de um caipirinha? (kkkkkk) Ou que correspondência existe entre um adulto e uma criança imatura, se estivermos falando nesse contexto? Nenhuma correspondência! A correspondência só existe na mente pervertida deles (que os leva às ações).
O assunto é tão claro e simples de entender! É justamente a ideologia que atrapalha a compreensão! Não é de admirar, portanto, que grandes mentes do passado (na Idade Média, por exemplo) tenham como que tornado suas capacidades intelectuais improfícuas, cheias de irracionalidades mesquinhas e perigosas! O que faz uma pessoa aparentemente inteligente, por exemplo, equiparar um maníaco pedófilo e estrupador de criancinhas ou um cara que tem relações e come carne humana morta com uma pessoa que possui simples atração sexual com outras pessoas adultas? Isso nos mostra até onde as nossas ideologias podem nos levar… é por isso que devemos ter muito cuidado e conscientização com aquilo que nos ensinaram!
Um abraço a todos!
 
 
Gregório Jr:
Se você chama princípios de limitações, com certeza sou o homem mais limitado, retrógrado e primitivo que possa existir.
Não o culpo, pois assim como sou influenciado por meu meio, você também o é, pois para mim o natural exposto pelo amorismo universal, é o que a bíblia denomina como desnatural e abominável ao Senhor.
Se isso não possui valor para você, afirmo que sua posição possui valor bem negativo diante dos que crêem na bíblia como livro inspirado por Deus.
Se as bestialidades são hoje bestialidades, a homossexualidade ontem já foi homossexualismo, isso é o que eu acho que você não entende ou não quer entender. o que hoje é correspondente (para a sociedade), ontem já foi caso de polícia e absurdo de até se falar.
Estamos em fontes diferentes: Você lutando para mostrar que a natureza humana como boa e tolerável; Eu firmo-me na prerrogativa bíblica de que a natureza humana é corrompida e totalmente nociva a si mesmo, logo não produz totalidade de coerência e justiça.
Além do mais, a sociedade – da qual FAZEMOS parte – está em si corrompida, e tudo que passa a ela como natural, pode ser moralmente errado. Não queria subir ao nível bíblico em minhas expressões, mas diante de sua insistência: O Natural do homem hoje é Pecado, o que inclui o homossexualismo, pedofilia, adultério, a mentira, o roubo, enfim, nossos frutos são maus, pois a natureza humana é má.
Todos somos ensinados. Eu aprendi o que você lê; você aprendeu o que leio. Quem está errado? O Corpo? o sexo? a vontade? ou a incredulidade?
 
Marcondes Lucena:
Ai de nós se fôssemos seguir os princípios bíblicos literalmente…
Isso dito acima não pode ser simploriamente taxado de “incredulidade”. Será que quando aqueles fanáticos fundamentalistas do Islã queimam com bombas pessoas indefesas devido às suas crenças particulares tais pessoas queimadas devem, por direito, ser classificadas como “incrédulas”? A crença ou a “verdade” é deles e só existe nas suas mentes perturbadas. Que tem isso a ver?
Ora, o fanatismo terrorista deles está para as bombas assim como a “demonização” das pessoas diferentes está para nós, ocidentais. Qual a diferença em se queimar uma pessoa literalmente e condenar ao ostracismo uma outra de forma psicológica? Quando se diz no início deste debate que ‘nos orgulhamos de sermos a imagem do criador’, o que é isso, a não ser dizer que os gays e lásbicas são a imagem do diabo e que estão condenados ao sofrimento eterno?
O terrorismo não começa no explodir das bombas. De forma alguma! Ele começa na nossa mente! Isso mesmo! Quando condenamos uma pessoa internamente, na psiqué, o nosso genocídio futuro será apenas uma questão de contexto histórico ou de oportunidade. A História está aí para nos mostrar tudo isso.
Você fala a respeito das mudanças sociais (aquilo que era caso de polícia) e da maldade inerente do ser humano. Tudo isso é ideológico. O que deve ser caso de polícia são as coisas externas ao corpo, nada mais. A homossexualidade é algo que acontece no próprio indivíduo. Se duas ou mais pessoas quiserem e desejarem agir de acordo com o que dita o seu corpo, desde que estejam sãs e em harmonia, que ilegalidade há nisso? Muitos talvez pensem alguma coisa de mim em falar isso, mas não é a verdade?? “E a pedofilia?! E a pedofilia?!…”, exclamam. A pedofilia é outro caso. Não se encaixa na questão de acontecer no próprio corpo. É um dano a outra pessoa e por isso é caso de polícia.
Já disse muitas vezes e repito: o fato de coisas terem sido proibidas no passado e agora são permitidas não prova nada que aquelas proibições eram sensatas. E: o fato de algumas coisas terem sido liberadas não prova nada que aquilo que atinge outros corpos seja um dia liberado. O proibir ou o liberar não muda em nada a questão da naturalidade, pois as proibições ou liberações são sempre culturais, nunca fisiológicas.
“O ser humano é mau por natureza…” – essa filosofia é tão antiga… E também como é equivocada! Por que é equivocada? Porque mistura numa só sentença os fatores fisiológicos (por natureza) com os fatores culturais (mau). Ora, o ser humano não é nem bom e nem mau: ele é apenas um ser fisiológico, natural. Os conceitos de “bom” ou “mau” são culturais. Por exemplo: no seu comentário supõe-se que o ser humano é mau porque mata, rouba, etc. Mas não é verdade que “Deus” faz as mesmas coisas, biblicamente falando? Será que Deus é mau também? Imagine quantas crianças “Deus” não matou naquele dilúvio dos dias de Noé! Veja quanto sofrimento tem passado a humanidade porque Deus não perdoou Adão e Eva e lhes deu outra chance! Porque Deus não deixou Moisés entrar na terra prometida devido àquele pequeno momento de descontrole se em outras passagens bíblicas Deus ficou muito mais irado (tem até um caso em que Abraão “acalmou” Deus)? Bem, essas são apenas algumas perguntas interessantes que revelam o quão “humano” é o conceito de Deus formulado pelos ocidentais. Isso é apenas para mostrar que o conceito de bom ou mau é relativo. Quem de nós enterraria um filho caso ele nascesse deficiente? Embora alguns o fizessem, não é o nosso “padrão de bondade”. No entanto, alguns povos indígenas aqui do Brasil praticam tal ato. São eles maus e devemos ensinar-lhes mais sobre o nosso “Deus” que afoga crinças em dilúvios? E agora?
Para concluir essa parte, digo o seguinte: não importa o que eu acredito. Não importa se eu sou incrédulo ou não. O que me interessa são fatos, empirismo. Tudo o que se debate aqui pode ser facilmente examinado na exegese bíblica, e, quanto à parte histórica, nos anais dos países ocidentais, com seus sectarismos e perseguições brutais.
Eu não tenho dúvida alguma. Se chego a escrever tais coisas por aqui é porque tenho certeza absoluta que o amor incondicional é a única solução para a humanidade. Amor incondicional!
Gregório Jr:
Demonizar? demonizo a natureza humana que é corrompida e cega.
Meu discurso é o resgate do respeito pelo contexto bíblico, se esse contexto é TERRORISTA E PRECONCEITUOSO entendemos que mais cedo ou mais tarde ele terá que ser tirado de circulação por não atender as vontades e objetivos do homem. E é essa liberdade que o Orgulho Gay está passando – Uma mordaça à todos – uma liberdade voltada para alguns, impondo seu modus vivend, PRENDENDO, ATERRORIZANDO, ATROPELANDO, e DESCARTANDO tudo aquilo que se opõe ao contexto GLS.
O Ser humano, ao contrário do seu discurso, não é mero ser fisiológico, antes é um ser psicossomático, a junção de tudo que o cerca em toda sua vida, somando, somando, somando… até que um dia este ser mostra sua face – terrível ou agradável – diante da sociedade que o criou, ou podemos dizer, que o metamorfoseou.
Concordo com você: O Terrorismo não começa com o explodir das bombas, porém, sinto em retrucar que do mesmo modo não começa com a filosofia de qualquer religião; o terrorismo começa por interesses bem particulares de interesses pessoais-coletivos, de pequenas massas que se consolidam diante de uma sociedade sem ideologia.
O ser humano é mau, sua natureza é má, corrompida e degenerada, Deus porém a Criou “muito boa”, pois Este criou o homem à sua imagem e semelhança, mas a DECISÃO da criatura trouxe morte onde só existia vida, desordem onde só existia ordem, maldição onde só existia bênção. O Homem era bom, porém tornou-se mau, e a cada dia degenera-se como um enfermo de câncer, sem poder reconstituir seu DNA que se desfaz a cada multiplicação celular. o homem ultrapassou o limite, agora vive as consequências de sua escolha e Erro.
Hoje ainda permanecemos andando segundo nossos conselhos deturpados, e enganosos – porque o nosso coração (fonte de todo desejo) nos engana – O homem tinha um código de ética, que por ele mesmo fora quebrado, culpar Deus, ou compara-lo com o ser humano é no mínimo igênuo.
Segundo Baruch Espinoza, Deus é o único ser que não precisa de ética. Ética, esse conjunto de normas da “boa vizinhança’, é necessário para uma convivência harmoniosa entre dois seres humanos, entre dois semelhantes, entre dois iguais. A Ética fora feito para aqueles que precisam de limites – nós – e necessitam de um norte. Deus não se encaixa em nenhum desses requisitos. Não há ninguém semelhante a Deus. Deus estabeleceu a ética do homem para com Ele, porém era o homem que deveria seguir a regra, pois este era limitado, sem norte, Deus é ilimitado e sabe de todas as coisas. Os animais têm ética, a natureza tem sua ética, o universo em si possui uma regra, até um relógio possui uma ética a ser seguida. E em nenhum desses planos há harmonia quando a ética é quebrada, pelo contrário, há, houve, ou haverá, algum desastre se um astro sair de sua órbita, um animal desrespeitar o dominante de sua espécie, enfim, somo parte de um sistema como engrenagens; se um de nós pararmos de nos movimentar como manda-nos a boa e necessária ética, não fugiremos da Regra que acompanha os desajustes da transgressão dessa engrenagem que parou.
Havia por volta de 85 à 95 d.C., um homem chamado Cerinto, habitante da Ásia menor que não acreditava nas consequências dos atos, porém, João o apóstolo refutou sua doutrina afirmando que aquele que diz que conhece a Deus e não guarda seus mandamentos (A Sua Palavra), é mentiroso, e de fato não O conhece (I Jo 1:5 ao 2:6). Não se Iluda: Nossas escolhas, quando são contrária ao o que está pré-rogado na Bíblia, nós estamos afirmando com nossos atos que não conhecemos a Deus.
O Empirismo não é fato, é um “achismo” sem provas, apenas em experiências que não são científicas, já que a ciência é outro ramo do conhecimento humano bem diferente do empirismo, o que de fato a ciência em si não provou e nunca provará a existência de um gene, ou erro natural que aprove ou comprove o que o homossexualismo é homossexualidade, já o empirismo, baseado nos seus achismos, tenta de modo GROSSEIRO e FALACIOSO impor o homossexualismo como homossexualidade.
Se sua certeza no amor incondicional é tão forte como diz, já está na hora de você compreender e viver os mandamentos de Jesus:
(Mateus 22:35 ao 37) E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
(Lucas 10:27) E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.
(Marcos 12:30) Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento.
Lembre-se: Deus não precisa da nossa ética para ser o que é, porém nós precisamos da ética por Ele estabelecida para sermos o que originariamente fomos: Imagem e semelhança dEle.
Aconselho que antes de falar sobre Deus, procure um literatura que possa auxilia-lo a entender a bíblia, pois nesta existem muitas figuras de linguagem como o Antropópatismo, Antropomorfismo, enfim, um livro de 3.400 anos tem suas peculiaridades!
Marcondes Lucena:
“Aconselho que antes de falar sobre Deus, procure um literatura que possa auxilia-lo a entender a bíblia”
Comentário vaidoso, comum aos cristãos que tentam rebater argumentos contra a fé por desvirtuar o conhecimento dos oponentes!
Seu comentário não vai além de uma exposição de FÉ, nada mais. É por isso que as leis devem estar livres de sectarismos, justamente por esse motivo, dos sectarismos se basearem apenas numa fé cega. Se um homem é salvo de um afogamento por passar três dias no ventre de um peixe, é verdade; se um peixe é salvo de um afogamento por passar três dias no ventre de um homem, também é verdade; e, por último, se alguém é um ser abominável por ser homossexual, também é verdade! Isso é indiscutível e ponto final, é uma fé cega!
Como a sociedade pode se basear em princípios cegos, em coisas que não são válidos para todos? Isso de universalisar ilusões pessoais é algo a ser evitado. Veja que esse princípio se aplica a todos os lados, não somente dos religiosos; de modo que, se os gays se metessem na religião, isso também seria prejudicial.
Se você deseja aceitar o fato de que o Cristianismo não é imparcial, a decisão é sua. Não me importo com as decisões de outrem, desde que elas não interfiram negativamente na sociedade. Mas eu sempre contestarei os horrores pregados pelos cristãos, quer eles gostem quer não, pois isso indubitavelmente atinge a sociedade. Eu já perdi a conta de relatos recolhidos sobre jovens com problemas psicológicos devido ao ostracismo proveniente do Cristianismo. Esse ostracismo explica o porquê de muitos homossexuais viverem de modo heterossexual (enganando-se a si mesmos), alguns até mesmo virando pastores, padres ou outros líderes religiosos quaisquer. Existem até mesmo relatos de alguns desses jovens que chegaram a se suicidar. Os pais desses jovens colheram o que plantaram: perderam seus filhos em troca das ilusões dessa seita milenar!
Eu me sinto muito feliz de atualmente pertencer ao amorismo universal. Eu posso dizer que sou livre: liberdade para amar sem limites. Quem ama somente até certo ponto não conhece o verdadeiro amorismo, pois este é incondicional e nos ensina a se achegar ao verdadeiro Deus, o Desconhecido, e não este que, para não ser reconhecido como “humano” se diz não seguidor da “ética” humana. Baruch Espinoza realmente criou um bom subterfúgio pessoal para a sua ambivalência teórica da fé que o ensinaram. É uma pena que trata-se apenas de um subterfúgio!
“Antropopatismo, Antropomorfismo”… Palavras bonitas, não?? Será mesmo que o Desconhecido pode ser limitado em tais termos? Muito dependerá de nossa fé… Mas vale lembrar o seguinte: tudo está na nossa fé (na nossa mente) e não na realidade (Deus)!
Gregório Jr:
Você esqueceu de citar 5.000 pessoas que comeram do mesmo 5 pães e 2 peixinhos, do machado que flutuou, do mar que se abriu…
Não é maravilhoso! um Deus que faz milagres e morre por aqueles que o ama?! Esse Deus te ama, mesmo você preferindo esse deus estranho que nem mesmo você conhece.
Qual o horror que como cristão prego neste Blogue? que o homem respeite os mandamentos de Deus e decidam por aquilo que Deus estabeleceu?
Não se esqueça que os cristãos fazem parte da sociedade que você pensa estar defendendo; logo se os valores cristãos não são bons para tal sociedade, seremos também exterminados da mesma por não seguirmos o padrão social? pois ao que parece já estão querendo fazer isso com a Bíblia, regra de fé desses cristãos terroristas que você aponta.
Realmente o Cristianismo toma partido, como já falei em outro comentário, defendemos os interesses de Deus expressos na Bíblia, não os interesses Humanos, pois sabemos que só seremos amigos desse Deus se o amarmos acima de todas as coisas.
Não é só a Bíblia que admite a degeneração da raça humana, temos um vasto material, tanto em livros como em filmes que retratam como o homem tem a tendência ímpar para auto destruição.
Acho que desta vez, realmente ficou bem explícito nosso posicionamento, e declaro que não há mais motivos para prolongarmos este debate.
Fica na Paz de Deus!
Estou orando por teu sucesso sobre a busca do Deus verdadeiro.
 

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Este debate poderia se estender por horas, dias e anos, como de fato tem acontecido. Nunca se chega a uma conclusão segura sobre quem está totalmente com a razão pelo simples fato dos argumentos relacionados à fé se basearem pura e simplesmente em questões subjetivas, relativas por natureza!

No entanto, visto o assunto da naturalidade da homossexualidade ter natureza bastante subjetiva, é prudente que as questões legais relacionadas ao assunto sejam lidadas numa mentalidade ampla, isenta de sectarismos e visões predispostas. Embora queiramos ou não, reconheçamos ou não, a homossexualidade se localiza num nível sociológico que não ultrapassa a própria esfera do indivíduo em questão. É por isso que tal assunto não pode, por direito, ser determinado por terceiros.

 

(∞ Marcondes Lucena, sobre a homossexualidade ∞)

 

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