A Verdade é a Realidade!

30 30UTC Junho 30UTC 2008

 

Não são poucas as pessoas que costumam debater horas e horas a fio sobre assuntos religiosos. Tais debates geralmente não levam a conclusões pragmáticas para a realidade da sociedade humana. Não é que devemos ser contra discussões saudáveis sobre assuntos positivos. Aliás, essas discussões talvez até mesmo possam levar a um melhor entendimento entre os grupos sociais. O problema, na realidade, se situa na questão dos dogmatismos sociais.
Todo mundo sabe que a religiosidade se baseia, evidentemente, em questões que envolvem a fé. Muitos apregoam que a fé deve estar associada da razão e neste caso, é possível uma discussão sobre o certo e o errado religioso. Isso simplesmente não tem lógica. Na realidade, toda e qualquer forma de religiosidade, em última análise, é uma alienação da realidade derradeira e intrínseca da existência física. Se nós não temos os meios derradeiros de determinar uma definição perfeita sobre tal realidade, discussões sobre a validade de uma certa crença em particular serão inúteis.
A fé pode sim ser discutida, se esta discussão estiver rodeada de parâmetros racionais universais. Como assim? Vai aí um exemplo: qual a diferença de grau de inspiração entre os livros sagrados dos vários grupos religiosos existentes? Qual livro é mais divino: a Bíblia, o Alcorão, o Livro de Mórmon…? Qual deles é o mais sagrado? Qual deles é a “palavra de Deus” e qual é uma fraude? Visto que todos são alienações-bases de vários grupos distintos, cada um desses grupos interpretam as perguntas contidas neste parágrafo de forma relativa e subjetiva. Parece que a fé individual de cada indivíduo provê as bases mentais para cada interpretação. Isso é válido, pois não temos um manual, uma padrão único, um referencial universal para basear a verdade religiosa absoluta.
Note, no entanto, que isso ocorre no caso das crenças particulares. Como já foi citado, questões mais universais ligadas à religiosidade podem ser discutidas de uma forma racionalizante. Que exemplo poderia ser citado nesse campo? Serão citados dois, um do cristianismo e outro do islamismo: as perseguições religiosas e brutais pela Igreja Católica Romana aos grupos minoritários que discordavam de suas idéias na Idade Média e os ataques terroristas por fanáticos religiosos do islamismo, ceifando a vida de incontáveis vidas inocentes, na nossa atualidade. Os dois casos citados podem e devem ser analizados pragmaticamente. O velho chavão de que “religião não se discute” não se aplica nesses casos em que a religião trouxe desgraças e mais desgraças à humanidade. Hoje nós podemos falar contrária e veementemente de tais abusos históricos. Mas por que podemos? Não foi por que alguns arriscaram as suas vidas por pensarem diferente e exporem tais pensamentos corajosamente em suas épocas? A religiosidade deveria ter objetivos universais, pois os fatores idiossincráticos de cada religião não são muito importantes para a realidade no geral e sim apenas para o grupo, religião ou seita em questão.
Quais seriam, então, os objetivos universais da religiosidade? Se nós formos fazer uma análise profunda, veremos que cada grupo ou seita propaga uma forma de solução existencial diferente entre si. Na realidade, toda religião se fundamenta nas questões relacionadas à existência humana. De onde viemos? Por que estamos aqui? Pra onde vamos? Todas as manifestações religiosas são meras tentativas de dar respostas a estas três perguntas. A crença de ir para o céu, dos católicos; a esperança de nascer de novo, do espiritismo; a fé em morar num paraíso terrestre, das Testemunhas de Jeová; o desejo de se tornar um deus, dos mórmons; a busca pelo “oriente eterno”, dos maçons; a ânsia de alcançar uma inexistência pacífica, dos budistas (…) Ora, todas essas manifestações não ultrapassam aquela mencionada linha universal da realidade derradeira humana: o que acontece conosco após a morte?
Pois bem, visto toda religião ter esse objetivo universal, por que alguém, em plena consciência, interviria em promover fatores sociais negativos ligados à religiosidade? Isso é simplesmente algo em choque com todos os fatores diferenciadores existentes na questão homem-animais… Usar a religiosidade para o mal da humanidade é rebaixar a superioridade humana sobre os animais. Eu estou falando em questões de racionalidade, e não em questões de importância existencial. Note, então, que a religião pode, nesse sentido, afastar o ser humano do “divino”, pois o objetivo daquela seria promover a evolução desse ao encontro deste. E esta evolução não raras vezes se dá por se ensinar boas e úteis qualidades sociais. Talvez nesse campo a religiosidade seja útil, por promover a estabilidade social.
Não obstante, o pior fruto social possível que eu vejo na religiosidade institucionalizada é o fator segregação. Isso é simplesmente impossível que não aconteça, pois, embora a fé seja um sentimento humano universal, a institucionalização desta pelos variados grupos religiosos existentes não se dá de forma universal. Se fôssemos fazer uma analogia, poderíamos dizer que a fé é como se fosse um rio de águas cristalinas. Neste caso, as religiões institucionalizadas seriam uma tentaiva de “canalizar” tal rio de forma a poder chegar de forma “purificada” às pessoas de uma determinada cidade. Note, no entanto, que o rio já é cristalino e, não raras vezes, os líderes exageram na “dose de cloro” purificador da água, levando-se a extremos e a fanatismos!
Certo líder religioso, conhecido mundialmente por ter sido expulso de determinada religião, disse certa vez que ‘quanto mais um indivíduo se apega ao sistema religioso, menos espiritual ele se torna’. Esta é a pura realidade! Que cada um de nós possamos verificar a cada dia os objetivos universais da religiosidade e, se possível, sermos espirituais mesmo sendo religiosos!


Pie Jesu (Sarah Brightman e paul Miles Kingston)

29 29UTC Junho 29UTC 2008

 

 

Letra em latin:

 

Sarah
Pie Jesu, pie Jesu, pie Jesu, pie Jesu
Qui tollis peccata mundi
Dona eis requiem, dona eis requiem
Paul
Pie Jesu, pie Jesu, pie Jesu, pie Jesu
Ambos
Qui tollis peccata mundi
Dona eis requiem, dona eis requiem
Coral
Agnus Dei, Agnus Dei, Agnus Dei, Agnus Dei
Ambos
Qui tollis peccata mundi
Dona eis requiem, dona eis requiem
coral
Dona eis requiem
Ambos
Sempiternam
coral
Dona eis requiem
Ambos
Sempiternam
Sarah
Requiem
Paul
Sempiternam

TRADUÇÃO: Piedoso Jesus

Piedoso Jesus, piedoso Jesus,
piedoso Jesus, piedoso Jesus
Que tirais o pecado do mundo
Dá-lhes a paz, dá-lhes a paz

Piedoso Jesus, piedoso Jesus,
piedoso Jesus, piedoso Jesus
Que tirais o pecado do mundo
Dá-lhes a paz, dá-lhes a paz

Cordeiro de Deus, Cordeiro de Deus,
Cordeiro de Deus, Cordeiro de Deus

Que tirais o pecado do mundo
Dá-lhes a paz, dá-lhes a paz

Dá-lhes a paz
Eterna

Dá-lhes a paz
Eterna
Paz
Eterna


Nella Fantasia (Sarah Braghtman)

29 29UTC Junho 29UTC 2008

 

Sarah Brightman

 

 

Nella fantasia io vedo un mondo giusto,
Li tutti vivono in pace e in onestà.
Io sogno d’anime che sono sempre libere,
Come le nuvole che volano,
Pien’ d’umanità in fondo all’anima.

Nella fantasia io vedo un mondo chiaro,
Li anche la notte è meno oscura.
Io sogno d’anime che sono sempre libere,
Come le nuvole che volano.

Nella fantasia esiste un vento caldo,
Che soffia sulle città, come amico.
Io sogno d’anime che sono sempre libere,
Come le nuvole che volano,
Pien’ d’umanità in fondo all’anima.

TRADUÇÃO: Na Fantasia

Na fantasia eu vejo um mundo justo.
Ali todos vivem em paz e em honestidade.
O sonho das almas que são sempre livres
Como as nuvens que voam
Cheias de humanidade no fundo da alma

Na fantasia eu vejo um mundo claro
Lá também a noite é menos escura
Eu sonho que as almas são sempre livres
Como nuvens que voam

Na fantasia exite um vento quente
Que sopra sobre a cidade, como amigo
Eu sonho que as almas são sempre livres
Como nuvens que voam
Cheias de humanidade no fundo da alma


The Messiah Hallelujah ( George Frideric Handel)

15 15UTC Junho 15UTC 2008

 

Handel

 

Hallelujah hallelujah hallelujah hallelujah hallelujah
Hallelujah hallelujah hallelujah hallelujah hallelujah
For the lord God omnipotent reigneth
Hallelujah hallelujah hallelujah hallelujah
For the lord God omnipotent reigneth
Hallelujah hallelujah hallelujah hallelujah
For the lord God omnipotent reigneth
Hallelujah hallelujah hallelujah hallelujah
Hallelujah hallelujah hallelujah hallelujah
Hallelujah hallelujah hallelujah hallelujah
(For the lord God omnipotent reigneth)
Hallelujah hallelujah hallelujah hallelujah
For the lord God omnipotent reigneth
(Hallelujah hallelujah hallelujah hallelujah)
Hallelujah
The kingdom of this world is become
The kingdom of our Lord, and of His Christ, and of His Christ
And He shall reign forever and ever
And He shall reign forever and ever
And He shall reign forever and ever
And He shall reign forever and ever
King of kings forever and ever
hallelujah hallelujah
And Lord of lords forever and ever
hallelujah hallelujah
King of kings forever and ever
hallelujah hallelujah
And Lord of lords forever and ever
hallelujah hallelujah
King of kings forever and ever
hallelujah hallelujah
And Lord of lords
King of kings and lord of lords
And He shall reign
And He shall reign
And He shall reign, He shall reign
And He shall reign forever and ever
King of kings forever and ever
And Lord of lords
hallelujah hallelujah
And He shall reign forever and ever
King of kings and Lord of lords
King of kings and Lord of lords
And he shall reign forever and ever
Forever and ever and ever and ever
(King of kings and Lord of lords)
Hallelujah hallelujah
hallelujah hallelujah
Hallelujah
 
Tradução:

Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia
Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia
Aleluia, aleluia
Para o Senhor Deus onipotente
Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia
Para o Senhor Deus onipotente
Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia
Para o Senhor Deus onipotente
Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia
Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia
Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia
(Para o Senhor Deus onipotente)
Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia
Para o Senhor Deus onipotente
Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia
O reino deste mundo é tornado o reino de nosso Senhor
E do Seu Cristo, e do Seu Cristo
E reinará para todo o sempre
E ele reinará eternamente
E reinará eternamente
E reinará eternamente
Ao Rei dos reis eternamente e sempre
Aleluia, aleluia
E Senhor dos senhores eternamente e sempre
Aleluia, aleluia
Ao Rei dos reis eternamente e sempre
Aleluia, aleluia
E Senhor dos senhores eternamente e sempre
Aleluia, aleluia
Ao Rei dos reis eternamente e sempre
Aleluia, aleluia
E Senhor dos senhores eternamente e sempre
Aleluia, aleluia
E reinará
E reinará
E reinará, reinará
E reinará eternamente e sempre
Ao Rei dos reis eternamente e sempre
E Senhor dos senhores eternamente e sempre
Aleluia, aleluia
E reinará eternamente e sempre
Ao Rei dos reis eternamente e sempre
E Senhor dos senhores eternamente e sempre
Aleluia, aleluia
E reinará eternamente e sempre
Eternamente e sempre e sempre e sempre
(Rei dos reis e Senhor dos senhores)
Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia, aleluia


Teoria do Preconceito Universal

15 15UTC Junho 15UTC 2008

Seria verdade dizer que todos, sem exceção, são preconceituosos? Sim, seria verdade, de acordo com a teoria do Preconceito Universal.

Segundo Paulo Freire (na foto), intelectual brasileiro, para se possibilitar uma pedagogia baseada na autonomia do indivíduo, necessita-se levar em conta que o ser humano é incompleto, inconcluso. O ser humano não nasce com uma predeterminação, um desígnio, uma essência, a qual tenha que se adaptar para ser “humano”. Isso parece ser uma coisa aprendida. Ora, seríamos nós seres humanos simplesmente por vivermos entre humanos? O que aconteceria se não tivéssemos contato social desde o nascimento?Já se perguntou sobre isso?

Novamente, de acordo com esse pensamento defendido por Freire, ninguém é necessariamente produto do meio, ou pelo menos não deveria ser! Isso parece um paradoxo! Ora se diz que não somos humanos sem o meio e ora se diz que não devemos ser o meio! Seria possível nós julgarmos o meio por meio de aprendizados que nos foram transferidos por ele mesmo?

A teoria do Preconceito Universal se baseia nessa premissa de que o ser humano não tem uma essência inerente, básica, mínima. Raciocina-se que, visto não termos essa essência humana, tudo o que aprendemos é social, algo preconcebido. Há uma frase que diz: “A filosofia de um século é o bom senso do próximo.” Isso é razoável! Ora, não estamos afirmando aqui que sentimentos como o amor, a paixão, o ódio, o racismo, a saudade, etc, são coisas aprendidas? Parece que nós, a nossa personalidade, é um reflexo cultural do nosso meio: nossa cultura, nossa família, nossa religião…

Existe uma essência universal? Poderíamos dizer que não querer matar, amar, se apaixonar, ter ódio, se sentir triste, ter pena, etc, são coisas puramente humanas? Para a parte dialética, materialista, das ciências sociais parece que não. E por que não? Porque as ciências estão demasiadamente comprometidas com este materialismo. Não o materialismo no sentido de apego a bens materiais, mas no sentido de se procurar respostas unicamente no meio empírico, físico, experimental.

É claro que o materialismo é muito limitado. Aliás, a teoria da autonomia de Paulo Freire é uma utopia. Já notou  que quase todas as teorias sociais se aproximam das utopias? Os seres humanos não têm os meios de aplicar teorias abstratas no meio concreto. Podemos tentar nos esforçar a diminuir as lutas ideológicas, mas jamais haverá uma sociedade humana sem lutas de classes. A não ser que haja um fator absoluto que possa impor uma ideologia aos dominados.

Os próprios líderes socialistas assumem que não existe uma sociedade comunista no mundo. O comunismo seria a última fase de comunhão entre seres humanos. O Socialismo é a expressão política do comunismo, uma tentativa intermediária de se chegar a ele. De acordo com Karl Marx, o comunismo seria a última fase da evolução (no sentido de progressão) humana. Note que se pode sentir um aroma de utopia no ar dessas filosofias…

Agora, voltando ao assunto dos preconceitos, pensamos: já que todos são preconceituosos, visto que todos aprendem conceitos pré-formados socialmente, como poderíamos não ser preconceituosos negativamente? Teríamos que medir preconceitos sociais baseados em preconceitos sociais? Qual preconceito é melhor do que outro? O que é ético? O que é útil? O que é o bem? O que é o mal?…

Nós não podemos deixar que essas idéias nos conduzam para uma tentativa de dominação mental ideológica, imposta por muitos e aceita por quase todos, no sentido de suprir respostas prontas às nossas indagações! Cada um deve escolher, conscienciosamente, o que é útil ou não para a sociedade. O bem-estar humano, imparcial, deve ser a pedra de toque. O que provoca sofrimento, dor, morte: isso é o mal. O que provoca uma utópica evolução humana, mesmo que utópica, é o bem! O bem e o mal é o que é e o que não é de proveito para a sociedade, respectivamente.

Essas questões, as respostas a essas questões: elas são o próprio sentido da vida!